Saúde e adoecimento de Populações remanescentes e afrodescendentes no Rio de Janeiro

Saúde   e   adoecimento   de   Populações   remanescentes   e afrodescendentes no Rio de Janeiro

 (Desenvolvido junto ao Curso de Educação do Campo (UFF-INFEs)

Apresentação:

Sabe-se que os quilombos fazem parte de um passado de luta e resistência do nosso povo afrodescendente, no Brasil. Porém, o desfecho destes movimentos, assim como a escravidão não foi em nada favorável para os remanescentes destes povos escravizados. Ainda hoje, tais populações são expostas cotidianamente à exclusão, desigualdades e racismo institucionalizado. Contudo, embora tais comunidades de remanescentes quilombolas, ainda lutem por políticas inclusivas para suas populações, o acesso à saúde ainda é uma questão difícil de se tornar uma prática efetiva.

A pesquisa ora apresentada visa levantar dados relativos aos principais fatores de saúde e adoecimento das comunidades remanescentes de afrodescendentes no Rio de Janeiro, em seu perímetro urbano, a partir de um visão histórico-cultural capaz de demonstrar a situação de fragilidade social em que se encontram os remanescentes quilombolas, bem como suas estratégias de sobrevivência relacionada as suas práticas e saberes passados de geração a geração.

 

Objetivo Geral:

Verificar os principais fatores de adoecimento das populações remanescentes e afrodescendentes.

 

Objetivos secundários

  1. Levantar dados relativos aos principais fatores de saúde e adoecimento das comunidades afro-remanescentes no Rio de Janeiro, em seu ambiente natural;
  2. Analisar os dados obtidos no sentido de se verificar a vulnerabilidade social destas populações;
  3. Apontar as saídas ou possíveis sugestões para o enfrentamento de tais questões;

 

 

Metodologia:

Em um primeiro momento, os alunos estudarão de forma geral os principais conceitos aplicados as populações de remanescentes no Brasil, no tocante à história, dificuldades, luta e estratégias de sobrevivência; em um segundo momento, os alunos farão um trabalho dirigido, na comunidade e acompanhado do professor orientador a fim de colherem os dados relativos aos fatores de adoecimento; por fim, já na Unidade, deverão analisar e apresentar os dados obtidos.

 

Hipóteses:

  1. O regime em escravidão privou os que viviam em cativeiro de condições de saúde favoráveis, o que nos faz supor que seus descendentes, mesmo depois de mais 100 anos, ainda vivam em condições precárias relacionadas ao tratamento de suas doenças e a manutenção da vida;
  2. É provável que ainda se encontre resquícios de suas práticas culturais relacionadas à saúde, uma vez que o acesso as políticas públicas, no Brasil, ainda é um fator de conflito para as classes menos favorecidas socialmente.