{"id":240,"date":"2017-07-24T11:16:28","date_gmt":"2017-07-24T14:16:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.professores.uff.br\/cristiane\/?page_id=240"},"modified":"2017-07-24T16:56:28","modified_gmt":"2017-07-24T19:56:28","slug":"sistemas-de-informacao-geografica-e-geoprocessamento","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.professores.uff.br\/cristiane\/sistemas-de-informacao-geografica-e-geoprocessamento\/","title":{"rendered":"sistemas de informa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e geoprocessamento"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: xx-large;\"><a name=\"Sistemas de Informa\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica\"><\/a>Sistemas de Informa\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica e Geoprocessamento<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: large;\">Conceitua\u00e7\u00e3o<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">At\u00e9 o advento da inform\u00e1tica, a manipula\u00e7\u00e3o de dados geogr\u00e1ficos era feita atrav\u00e9s de mapas e outros documentos impressos ou desenhados em uma base. Esta caracter\u00edstica impunha algumas limita\u00e7\u00f5es, como (1) na an\u00e1lise combinada de mapas oriundos de diversas fontes, temas e escalas e (2) na atualiza\u00e7\u00e3o dos dados, neste caso era necess\u00e1ria a reimpress\u00e3o\/redesenho em outra base. A partir da metade do s\u00e9culo XX, os dados geogr\u00e1ficos passam a serem tratados a por um conjunto de t\u00e9cnicas matem\u00e1ticas e computacionais, denominadas de Geoprocessamento. Para<strong> C\u00e2mara et al,(2005)<\/strong> , uma nova ci\u00eancia estaria surgindo, denominada de Ci\u00eancia da Geoinforma\u00e7\u00e3o, que teria como objetivo \u201co estudo e a implementa\u00e7\u00e3o de diferentes formas de representa\u00e7\u00e3o computacional do espa\u00e7o geogr\u00e1fico\u201d, pois trabalhar com a geoinforma\u00e7\u00e3o \u201csignifica, antes de mais nada, utilizar computadores como instrumentos de representa\u00e7\u00e3o de dados espacialmente referenciados\u201d. Este tema \u00e9 bastante controverso, pois h\u00e1 outros que consideram o Geoprocessamento como a automatiza\u00e7\u00e3o de processos de tratamento e manipula\u00e7\u00e3o de dados geogr\u00e1ficos que antes eram feitos manualmente. Um exemplo desta discuss\u00e3o aconteceu na <strong>Lista de Discuss\u00e3o de Geoprocessamento Fator GIS<\/strong> ocorrida em janeiro de 2001.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0\u00a0 <span style=\"font-size: small;\">Os Sistemas de Informa\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica (SIG) correspondem \u00e0s ferramentas computacionais de Geoprocessamento, que permitem a realiza\u00e7\u00e3o de \u201can\u00e1lises complexas, ao integrar dados de diversas fontes e ao criar bancos de dados<\/span> <strong>georeferenciados<\/strong>&#8221; (<strong>C\u00e2mara et al.,2005<\/strong>). <span style=\"font-size: small;\"> Para <strong>Aronoff (1989<a href=\"http:\/\/www.meusiteantigo.uff.br\/cristiane\/Estudodirigido\/SIG.htm#ARONOFF\">)<\/a><\/strong>, os SIG, projetados para a entrada, o gerenciamento (armazenamento e recupera\u00e7\u00e3o), a an\u00e1lise e a sa\u00edda de dados, devem ser utilizados em estudos nos quais a localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica seja uma quest\u00e3o fundamental na an\u00e1lise, apresentando, assim, potencial para serem utilizados nas mais diversas aplica\u00e7\u00f5es (Tabela 1). <strong>Burrough<\/strong> (1986) considera que estes sistemas n\u00e3o apresentam apenas a fun\u00e7\u00e3o de manipula\u00e7\u00e3o de dados geogr\u00e1ficos, mas, dentro de um SIG, os dados estruturados representam um modelo do mundo real (Figura 1).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Tabela 1: Finalidade, objetivo e \u00e1reas de aplica\u00e7\u00e3o dos SIG.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\n<table id=\"tablepress-6\" class=\"tablepress tablepress-id-6\">\n<thead>\n<tr class=\"row-1\">\n\t<th class=\"column-1\">Finalidade<\/th><th class=\"column-2\">Objetivo<\/th><th class=\"column-3\">\u00c1rea de aplica\u00e7\u00e3o<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody class=\"row-striping row-hover\">\n<tr class=\"row-2\">\n\t<td class=\"column-1\">Projetos<\/td><td class=\"column-2\">Defini\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas do projeto<\/td><td class=\"column-3\"> Projeto de loteamentos<br \/>\n<br \/>\nProjeto de irriga\u00e7\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-3\">\n\t<td class=\"column-1\">Planejamento territorial<\/td><td class=\"column-2\">Delimita\u00e7\u00e3o de zoneamentos e estabelecimento de normas e diretrizes de uso<\/td><td class=\"column-3\"> Elabora\u00e7\u00e3o de planos de manejo de unidades de conserva\u00e7\u00e3o<br \/>\n<br \/>\nElabora\u00e7\u00e3o de planos diretores municipais<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-4\">\n\t<td class=\"column-1\">Modelagem<\/td><td class=\"column-2\">Estudo de processos e comportamento<\/td><td class=\"column-3\">Modelagem de processos hidrol\u00f3gicos<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-5\">\n\t<td class=\"column-1\">Gerenciamento<\/td><td class=\"column-2\">Gest\u00e3o de servi\u00e7os e de recursos naturais<\/td><td class=\"column-3\"> Gerenciamento de servi\u00e7os de utilidade p\u00fablica<br \/>\n<br \/>\nGerenciamento costeiro<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-6\">\n\t<td class=\"column-1\">Banco de Dados<\/td><td class=\"column-2\">Armazenamento e recupera\u00e7\u00e3o de dados<\/td><td class=\"column-3\">Cadastro urbano e rural <\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-7\">\n\t<td class=\"column-1\">Avalia\u00e7\u00e3o de riscos e potenciais<\/td><td class=\"column-2\">Identifica\u00e7\u00e3o de  locais suscept\u00edveis \u00e0 ocorr\u00eancia de um determinado evento ou fen\u00f4meno<\/td><td class=\"column-3\"> Elabora\u00e7\u00e3o de mapas de risco<br \/>\n<br \/>\nElabora\u00e7\u00e3o de mapas de potencial<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-8\">\n\t<td class=\"column-1\">Monitoramento<\/td><td class=\"column-2\">Acompanhamento da evolu\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos atrav\u00e9s da compara\u00e7\u00e3o de mapeamentos sucessivos no tempo<\/td><td class=\"column-3\"> Monitoramento da cobertura florestal<br \/>\n<br \/>\nMonitoramento da expans\u00e3o urbana<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-9\">\n\t<td class=\"column-1\">Log\u00edstico<\/td><td class=\"column-2\">Identifica\u00e7\u00e3o de pontos e rotas<\/td><td class=\"column-3\"> Defini\u00e7\u00e3o da melhor rota<br \/>\n<br \/>\nIdentifica\u00e7\u00e3o de locais para implanta\u00e7\u00e3o de atividades econ\u00f4micas<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<!-- #tablepress-6 from cache --><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/cristiane\/wp-content\/uploads\/sites\/18\/2017\/07\/image001.gif\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Figura 1: Representa\u00e7\u00e3o do mundo real no ambiente computacional.<\/span> <span style=\"font-size: xx-small;\">Fonte: Adaptado de <strong>C\u00e2mara et al. (2005).<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-size: small;\">As <u> <a name=\"multiplas operacoes\"><\/a>m\u00faltiplas opera\u00e7\u00f5es <\/u>apresentadas por um SIG podem ser classificadas em tr\u00eas grupos, de acordo com o fim a que se destinam ( adaptado <strong>INPE, 2004<\/strong>):<br \/>\n<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">\u00a0Gerenciamento de banco de dados geogr\u00e1ficos \u2013 armazenamento, \u00a0integra\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o de dados de diferentes fontes, formatos e temas dispostos em um \u00fanico banco de dados.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">\u00a0An\u00e1lises espaciais \u2013 a partir de um banco de dados geogr\u00e1ficos, s\u00e3o efetuadas combina\u00e7\u00f5es e cruzamentos de dados por meio de opera\u00e7\u00f5es geom\u00e9tricas e topol\u00f3gicas cujo resultado \u00e9 a gera\u00e7\u00e3o de novos dados.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: small;\">\u00a0Produ\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica \u2013 opera\u00e7\u00e3o de edi\u00e7\u00e3o e configura\u00e7\u00e3o da representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica dos dados visando a visualiza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da tela ou na forma impressa.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Diferentemente dos sistemas de informa\u00e7\u00e3o, os sistemas aplicativos utilizados em geoprocessamento n\u00e3o desempenham fun\u00e7\u00f5es de banco de dados, mas tarefas espec\u00edficas sobre a base de dados. Entre estes sistemas, podemos destacar:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"font-size: small;\">CAD (<i>computer aided design<\/i> &#8211; projeto auxiliado por computador) \u2013 sistemas criados para facilitar a elabora\u00e7\u00e3o de projetos de engenharia e arquitetura, s\u00e3o utilizados em cartografia digital. Podem ser empregadas para a digitaliza\u00e7\u00e3o das bases cartogr\u00e1ficas atrav\u00e9s da vetoriza\u00e7\u00e3o de um documento cartogr\u00e1fico em formato raster diretamente na tela ou em papel utilizando uma mesa digitalizadora. Estes sistemas apresentam recursos para apresenta\u00e7\u00e3o com recursos sofisticados de edi\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica, exibi\u00e7\u00e3o e impress\u00e3o.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: small;\"><u><a name=\"PDI (Processamento Digital de Imagens)\"><\/a>PDI (Processamento Digital de Imagens)<\/u> \u2013 sistemas que executam opera\u00e7\u00f5es de tratamento atrav\u00e9s da an\u00e1lise estat\u00edstica em imagens de sensoriamento remoto, visando \u00e0 melhoria da qualidade para extra\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es pelo analista humano e \u00e0 classifica\u00e7\u00e3o das imagens. Entre as fun\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis, podem ser destacadas as t\u00e9cnicas de realce, as filtragens, as opera\u00e7\u00f5es alg\u00e9bricas e a transforma\u00e7\u00e3o por componentes principais.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: small;\">\u00a0MNT (Modelos Num\u00e9ricos de Terreno) \u2013 sistemas que, atrav\u00e9s da interpola\u00e7\u00e3o de pontos amostrais ou isolinhas, geram uma superf\u00edcie cont\u00ednua representando a distribui\u00e7\u00e3o espacial de uma grandeza, como altimetria, batimetria, dados geol\u00f3gicos, meteorol\u00f3gicos e geof\u00edsicos. <\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: large;\"><a name=\"Estrut_dados geogr_SIG\"><\/a>Estrutura de dados geogr\u00e1ficos em um SIG<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Os dados geogr\u00e1ficos descrevem os objetos do mundo real, a partir de (<strong>Barbosa,1997<\/strong>):<br \/>\n<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica &#8211; posi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a um sistema de coordenadas conhecidas;<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Relacionamentos espaciais ou topol\u00f3gicos &#8211;\u00a0 rela\u00e7\u00f5es espaciais com outros objetos;<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Atributos tem\u00e1ticos &#8211;\u00a0 propriedades medidas\u00a0 ou observadas.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Com base no tratamento e da an\u00e1lise de um\u00a0 banco de dados geogr\u00e1ficos s\u00e3o produzidas informa\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas. Em um SIG, os dados geogr\u00e1ficos s\u00e3o estruturados em planos de informa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m denominados de camadas. As camadas, quando geograficamente referenciadas (<u><a name=\"georreferenciadas\"><\/a>georreferenciadas<\/u>), ou seja, referenciadas ao sistema de <strong>coordenadas terrestres<\/strong> (topogr\u00e1ficas, geogr\u00e1ficas, geod\u00e9sicas ou cartesianas) podem ser sobrepostas e representam o modelo do mundo real (Figura 2). Para que ocorra a correta sobreposi\u00e7\u00e3o entre as camadas, \u00e9 necess\u00e1rio que elas possuam <strong>proje\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica, sistema de coordenadas <\/strong>e <strong>sistema geod\u00e9sico (datum) <\/strong>comuns e tenham sido geradas em <strong>escalas<\/strong> proximas.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/cristiane\/wp-content\/uploads\/sites\/18\/2017\/07\/image003.jpg\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-size: small;\">Figura 2: Estrutura de dados dispostos em camadas.<span style=\"font-size: xx-small;\">Fonte:<\/span><strong>ESRI (2004)<\/strong>.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">As camadas s\u00e3o compostas por uma cole\u00e7\u00e3o de elementos geogr\u00e1ficos, denominados tamb\u00e9m como entes ou entidades espaciais ou objetos, relacionados a um \u00fanico tema ou uma classe de informa\u00e7\u00e3o. Conceitualmente, em uma \u00fanica camada n\u00e3o devem existir elementos que se sobreponham espacialmente, pois como a camada cont\u00e9m elementos de um \u00fanico tema, n\u00e3o \u00e9 correto que um elemento perten\u00e7a a duas classes do mesmo tema simultaneamente. Por exemplo, um elemento n\u00e3o pode pertencer a ambas as classes floresta e \u00e1rea urbana, em um mapa de uso e cobertura do solo.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Os elementos geogr\u00e1ficos representam e descrevem os eventos e os fen\u00f4menos do mundo real atrav\u00e9s de duas componentes (Figura 3):<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">\u00a0Gr\u00e1fica ou espacial \u2013 descreve (1) a localiza\u00e7\u00e3o registrada em coordenadas geogr\u00e1ficas, coordenadas de proje\u00e7\u00e3o ou coordenadas retangulares com uma origem local, (2) a geometria contendo informa\u00e7\u00f5es sobre \u00e1rea, per\u00edmetro e forma; (3) <strong>a topologia.<\/strong><br \/>\n<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: small;\">N\u00e3o-gr\u00e1fica ou n\u00e3o-espacial ou alfanum\u00e9rica \u2013 descreve os atributos tem\u00e1ticos e temporais, representados em forma de tabela estruturada ou de um banco de dados convencional.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/cristiane\/wp-content\/uploads\/sites\/18\/2017\/07\/image004.gif\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Figura 3: Estrutura dos dados em um SIG.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">A componente alfanum\u00e9rica se relaciona com a componente gr\u00e1fica atrav\u00e9s de identificadores comuns, denominados de geoc\u00f3digos. A organiza\u00e7\u00e3o dos atributos \u00e9 feita de acordo com t\u00e9cnicas convencionais de banco de dados. A maioria dos SIG utiliza o modelo relacional, baseado na estrutura\u00e7\u00e3o dos dados em tabelas, onde cada linha ou registro corresponde a um elemento geogr\u00e1fico representado graficamente na camada. As colunas ou campos correspondem aos atributos dos elementos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: large;\"><a name=\"Escala_medida_atributos\"><\/a>Escala de medida dos atributos<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Os atributos para serem representados em um ambiente computacional devem ser expressos em uma escala de medida ou de refer\u00eancia, podendo ser do tipo nominal, ordinal, intervalo e raz\u00e3o(<strong>C\u00e2mara et al.,2005; Xavier-da-Silva,2002<\/strong>). A escala nominal e a ordinal s\u00e3o definidas como medidas tem\u00e1ticas e expressam os atributos atrav\u00e9s de valores num\u00e9ricos ou de texto. Quando valores num\u00e9ricos s\u00e3o utilizados, estes correspondem a identificadores para nomear ou classificar, e n\u00e3o para expressar magnitude da medida, desta forma n\u00e3o podem ser utilizados em express\u00f5es matem\u00e1ticas. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">A escala nominal descreve os atributos segundo classes de um determinado tema, como os mapas de uso e cobertura do solo, pedologia etc. J\u00e1 a escala ordinal \u00e9 utilizada para expressar a ordena\u00e7\u00e3o de um conjunto de dados, assim ela n\u00e3o define a magnitude do evento, mas o posicionamento relativo a um conjunto de dados ordenados. Este tipo de escala \u00e9 utilizado em mapas de susceptibilidade, onde \u00e9 expresso o risco de um evento ocorrer (baixo, m\u00e9dio e alto risco). Um outro exemplo corresponde a dados que representam hierarquias, como a ordem dos canais de drenagem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">J\u00e1 as escalas de intervalo e de raz\u00e3o, definidas como medidas num\u00e9ricas, expressam a magnitude dos fen\u00f4menos ou eventos. Por\u00e9m enquanto os valores da escala racional podem ser utilizados em express\u00f5es matem\u00e1ticas, os valores expressos na escala de intervalo devem ser convertidos para escala racional para serem utilizados. Na escala de intervalo, o ponto de refer\u00eancia zero \u00e9 definido de forma arbitr\u00e1ria e a extens\u00e3o dos intervalos \u00e9 estabelecida por conven\u00e7\u00e3o. O valor zero n\u00e3o significa aus\u00eancia do atributo e permite a atribui\u00e7\u00e3o de valores negativos e positivos. Os valores medidos nesta escala n\u00e3o podem ser usados para estimar propor\u00e7\u00f5es, devido \u00e0 posi\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria do valor de refer\u00eancia. As escalas de medi\u00e7\u00e3o de temperatura (Celsius, Fahrenheit) e o sistema de coordenadas geogr\u00e1ficas s\u00e3o exemplos de escalas de intervalo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Na escala de raz\u00e3o, ou racional, o ponto de refer\u00eancia zero n\u00e3o \u00e9 arbitr\u00e1rio, correspondendo \u00e0 origem da escala de medida e significando a aus\u00eancia do atributo, logo os valores negativos n\u00e3o fazem parte desta escala. As medidas, assim, representadas permitem estimar propor\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que o ponto de refer\u00eancia \u00e9 o zero absoluto. Medidas de dist\u00e2ncia, peso, \u00e1rea, volume e contagem de ocorr\u00eancias s\u00e3o exemplos da escala racional.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a name=\"Mod_geometr_compgrafica\"><\/a><span style=\"font-size: large;\">Modelo geom\u00e9trico da componente gr\u00e1fica\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Os modelos geom\u00e9tricos para a representa\u00e7\u00e3o da componente gr\u00e1fica no ambiente digital s\u00e3o o matricial, tamb\u00e9m denominado de raster, e o vetorial. As opera\u00e7\u00f5es dos SIG, para serem eficientemente executadas, requerem que as camadas estejam representadas em um determinado modelo. Em geral, estes sistemas suportam os dois modelos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"justify\"><span style=\"color: #00000b; font-size: large;\">Modelo Vetorial<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Na estrutura vetorial, a localiza\u00e7\u00e3o e a fei\u00e7\u00e3o geom\u00e9trica do elemento s\u00e3o armazenadas e representadas por v\u00e9rtices definidos por um par de coordenadas. Dependendo da sua forma e da escala cartogr\u00e1fica, os elementos podem ser expressos pelas seguintes fei\u00e7\u00f5es geom\u00e9tricas (Figura 4):<\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"font-size: small;\">Pontos \u2013 representados por um v\u00e9rtice, ou seja, por apenas um par de coordenadas, definindo a localiza\u00e7\u00e3o de objetos que n\u00e3o apresentam \u00e1rea nem comprimento. Exemplos: hospital representado em uma escala intermedi\u00e1ria ou cidade em uma escala pequena, epicentro de um terremoto.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: small;\">Linhas poligonais ou arcos \u2013 representados por, no\u00a0 m\u00ednimo, dois v\u00e9rtices conectados, gerando pol\u00edgonos abertos que expressam elementos que possuem comprimento ou extens\u00e3o linear. Exemplos: estradas, rios.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: small;\">Pol\u00edgonos &#8211; representados por, no\u00a0 m\u00ednimo, tr\u00eas v\u00e9rtices conectados, sendo que o primeiro v\u00e9rtice possui coordenadas id\u00eanticas ao do \u00faltimo, gerando, assim, pol\u00edgonos fechados que definem elementos geogr\u00e1ficos com \u00e1rea e per\u00edmetro. Exemplos: limites pol\u00edticos-administrativos (munic\u00edpios, estados), classes de mapas tem\u00e1ticos (uso e cobertura do solo, pedologia).<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: left;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/cristiane\/wp-content\/uploads\/sites\/18\/2017\/07\/image006.jpg\" \/><span style=\"font-size: small;\">Figura 4: Representa\u00e7\u00e3o geom\u00e9trica dos elementos geogr\u00e1ficos.<\/span><strong>Fonte: ESRI (2004).<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Os elementos geogr\u00e1ficos em uma camada podem ser compostos por um ou mais elementos gr\u00e1ficos. Os rios de uma bacia hidrogr\u00e1fica, por exemplo, formados por um conjunto de linhas poligonais, podem estar agrupados e armazenados como um \u00fanico elemento. Em uma camada de munic\u00edpios, aqueles compostos por parte insular e continental s\u00e3o representados por um conjunto de pol\u00edgonos agrupados formando um \u00fanico elemento. H\u00e1 casos em que o elemento \u00e9 representado por um pol\u00edgono e outros contidos dentro deste, delimitando \u201cburacos\u201d, como, por exemplo, um corpo d\u2019\u00e1gua no interior de uma mancha de urbana (Figura 5).<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/cristiane\/wp-content\/uploads\/sites\/18\/2017\/07\/image008.gif\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Figura 5: Forma\u00e7\u00e3o dos elementos geogr\u00e1ficos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><a name=\"As fei\u00e7\u00f5es geom\u00e9tricas\"><\/a>As fei\u00e7\u00f5es geom\u00e9tricas (ponto, linha e pol\u00edgono) utilizadas para\u00a0 representa\u00e7\u00e3o dos elementos, bem como a sua estrutura de armazenamento, estabelecem as rela\u00e7\u00f5es espaciais entre os elementos geogr\u00e1ficos, ou seja, rela\u00e7\u00f5es existentes entre si e entre os outros elementos, denominadas de <u>topol\u00f3gicas<\/u> <strong>(Burrough,1998).<\/strong> As rela\u00e7\u00f5es espaciais s\u00e3o percebidas intuitivamente pelo leitor; ao analisar um mapa, por exemplo, os elementos que fazem fronteiras com outros elementos s\u00e3o facilmente identificados. Entretanto, como os sistemas computacionais n\u00e3o s\u00e3o capazes de perceber estas rela\u00e7\u00f5es, para processamento de an\u00e1lises espaciais nos SIG, h\u00e1 necessidade que estas sejam definidas explicitamente nos arquivos digitais que armazenam as fei\u00e7\u00f5es geom\u00e9tricas dos elementos.<u><br \/>\n<\/u><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">A estrutura de armazenamento dos dados vetoriais pode ser topol\u00f3gica ou do tipo <i>spaghetti <\/i>(<strong>RIPSA,2000<\/strong>). Na estrutura topol\u00f3gica, os relacionamentos espaciais entre os elementos geogr\u00e1ficos, representados por n\u00f3s, arcos e pol\u00edgonos, est\u00e3o armazenados em tabelas. Os n\u00f3s s\u00e3o uma entidade unidimensional que representam os v\u00e9rtices inicial e final dos arcos, al\u00e9m das fei\u00e7\u00f5es pontuais. Os arcos correspondem a entidades unidimensionais, iniciando e finalizando por um n\u00f3, podendo representar o limite de um pol\u00edgono ou uma fei\u00e7\u00e3o linear. Os pol\u00edgonos, que representam fei\u00e7\u00f5es de \u00e1rea, s\u00e3o definidos por arcos que comp\u00f5em o seu per\u00edmetro. A topologia permite estabelecer as seguintes rela\u00e7\u00f5es entre os elementos:<br \/>\n<\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"font-size: small;\">\u00a0Pertin\u00eancia \u2013 os arcos definem os limites dos pol\u00edgonos fechados definindo uma \u00e1rea;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: small;\">Conectividade \u2013 os arcos s\u00e3o conectados com outros a partir de n\u00f3s, permitindo a identifica\u00e7\u00e3o de rotas e de redes, como rios e estradas;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: small;\">\u00a0Contig\u00fcidade \u2013 os arcos comuns definem a adjac\u00eancia entre pol\u00edgonos.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/cristiane\/wp-content\/uploads\/sites\/18\/2017\/07\/SIG.ht11.jpg\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Figura 6: Topologia de pol\u00edgonos, arcos e n\u00f3s. <strong>Fonte:UNBC GIS LAB (2005)<\/strong>.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Na estrutura <i>spaghetti, <\/i>as coordenadas das fei\u00e7\u00f5es s\u00e3o armazenadas linha a linha, resultando em arquivos contendo uma lista de coordenadas. A simplicidade desta estrutura limita a sua utiliza\u00e7\u00e3o em an\u00e1lises espaciais, j\u00e1 que pode gerar incongru\u00eancias como as listadas na Figura 7.<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/cristiane\/wp-content\/uploads\/sites\/18\/2017\/07\/image010.gif\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Figura 7: Compara\u00e7\u00e3o entre a estrutura topol\u00f3gica e <i> spaghetti<\/i>.<span style=\"font-size: xx-small;\">Fonte: Adaptado<\/span> <strong>UNBC GIS LAB (2005)<\/strong>.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #00000b; font-size: large;\"><a name=\"Mod_matriz\"><\/a>Modelo Matricial<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">No modelo matricial, tamb\u00e9m denominado de <i>raster<\/i>, o terreno \u00e9 representado por uma matriz M(i, j), composta por <i>i<\/i> colunas e <i>j<\/i> linhas, que definem c\u00e9lulas, denominadas como <i>pixels (picture cell), <\/i>ao se cruzarem (Figura 8). Cada <i>pixel <\/i>apresenta um valor referente ao atributo, al\u00e9m dos valores que definem o n\u00famero da coluna e o n\u00famero da linha, correspondendo, quando o arquivo est\u00e1 <strong>georreferenciado<\/strong>, \u00e0s coordenadas x e y, respectivamente.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/cristiane\/wp-content\/uploads\/sites\/18\/2017\/07\/SIG.ht13.jpg\" \/><span style=\"font-size: small;\">Figura 8: Modelo de representa\u00e7\u00e3o matricial.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Neste tipo de representa\u00e7\u00e3o, a superf\u00edcie \u00e9 concebida como cont\u00ednua, onde cada <i>pixel<\/i> representa uma \u00e1rea no terreno, definindo a resolu\u00e7\u00e3o espacial. Em dois documentos visualizados na mesma escala, o de maior resolu\u00e7\u00e3o espacial apresentar\u00e1 <i>pixels<\/i> de menor tamanho, j\u00e1 que discrimina objetos de menor tamanho. Por exemplo, um arquivo com a resolu\u00e7\u00e3o espacial de 1 m possui maior resolu\u00e7\u00e3o do que um de 20 m, pois o primeiro discrimina objetos com tamanho de at\u00e9 1 m, enquanto o segundo de at\u00e9 20 m (Figura 9). As medidas de \u00e1rea e dist\u00e2ncia ser\u00e3o mais exatas nos documentos de maior resolu\u00e7\u00e3o, mas, por sua vez, eles demandam mais espa\u00e7o para o seu armazenamento.<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/cristiane\/wp-content\/uploads\/sites\/18\/2017\/07\/image012.jpg\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Figura 9: Imagens IKONOS (1m) e SPOT (20 m).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">O modelo <i> raster<\/i> \u00e9 adequado para armazenar e manipular <u> <a name=\"imagens de sensoriamento remoto\"><\/a>imagens de sensoriamento remoto<\/u>, ou seja, imagens da superf\u00edcie terrestre geradas a partir da detec\u00e7\u00e3o e do registro, por um sensor transportado em um ve\u00edculo a\u00e9reo ou orbital, da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica refletida ou emitida por uma \u00e1rea da superf\u00edcie terrestre. Os atributos dos <i>pixels<\/i> representam um valor proporcional \u00e0 energia eletromagn\u00e9tica refletida ou emitida pela superf\u00edcie terrestre. Para identifica\u00e7\u00e3o e classifica\u00e7\u00e3o dos elementos geogr\u00e1ficos, \u00e9 necess\u00e1rio recorrer \u00e0s t\u00e9cnicas de <strong>processamento digital de imagem<\/strong> e de fotointerpreta\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #00000b; font-size: large;\"><a name=\"Mod_vetorXMod_matriz\"><\/a>Modelo Vetorial x Modelo Matricial<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">A efici\u00eancia na execu\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es de manipula\u00e7\u00e3o e tratamento dos dados em um SIG depende do modelo geom\u00e9trico utilizado para sua representa\u00e7\u00e3o, conforme pode ser observado na Tabela 2.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Tabela 2: Fun\u00e7\u00f5es de acordo com o modelo de representa\u00e7\u00e3o geom\u00e9trica. Fonte: Adaptado <strong>C\u00e2mara et al.(2005)<\/strong>.<br \/>\n<\/span><\/p>\n\n<table id=\"tablepress-7\" class=\"tablepress tablepress-id-7\">\n<thead>\n<tr class=\"row-1\">\n\t<th class=\"column-1\">Fun\u00e7\u00e3o<\/th><th class=\"column-2\">Representa\u00e7\u00e3o Vetorial<\/th><th class=\"column-3\">Representa\u00e7\u00e3o Matricial<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody class=\"row-striping row-hover\">\n<tr class=\"row-2\">\n\t<td class=\"column-1\">Rela\u00e7\u00f5es espaciais entre objetos<\/td><td class=\"column-2\">Relacionamentos topol\u00f3gicos entre objetos dispon\u00edveis<\/td><td class=\"column-3\">Relacionamentos espaciais devem ser inferidos<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-3\">\n\t<td class=\"column-1\"> Liga\u00e7\u00e3o com banco de dados<br \/>\n\t<br \/>\n<br \/>\n<\/td><td class=\"column-2\">Facilita associar atributos a elementos gr\u00e1ficos<\/td><td class=\"column-3\">Associa atributos apenas a classes do mapa<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-4\">\n\t<td class=\"column-1\">An\u00e1lise, Simula\u00e7\u00e3o e Modelagem<\/td><td class=\"column-2\"> Representa\u00e7\u00e3o indireta de fen\u00f4menos cont\u00ednuos<br \/>\n<br \/>\n\u00c1lgebra de mapas \u00e9 limitada<\/td><td class=\"column-3\"> Representa melhor fen\u00f4menos com varia\u00e7\u00e3o cont\u00ednua no espa\u00e7o<br \/>\n<br \/>\nSimula\u00e7\u00e3o e modelagem mais f\u00e1ceis<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-5\">\n\t<td class=\"column-1\">Algoritmos<\/td><td class=\"column-2\">Problemas com erros geom\u00e9tricos<\/td><td class=\"column-3\">Processamento mais r\u00e1pido e eficiente.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<!-- #tablepress-7 from cache -->\n<p><span style=\"font-size: small;\">O modelo vetorial permite que os <strong>relacionamentos topol\u00f3gicos<\/strong> estejam dispon\u00edveis junto com os objetos, j\u00e1 no modelo matricial eles devem ser inferidos no banco de dados.Esta propriedade possibilita que os arquivos vetoriais sejam mais adequados para execu\u00e7\u00e3o de <strong>consultas espaciais.<\/strong><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">A <strong>associa\u00e7\u00e3o entre o atributo e a componente gr\u00e1fica <\/strong>tamb\u00e9m \u00e9 mais adequada ao vetorial, j\u00e1 que neste modelo um elemento \u00e9 identificado como \u00fanico, enquanto no raster este \u00e9 definido por um conjunto de <i>pixels<\/i> que possuem um atributo comum. Assim, opera\u00e7\u00f5es de <strong>consultas aos atributos<\/strong> s\u00e3o mais adequadas de serem executadas nos arquivos vetoriais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Por outro lado, a representa\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie por <i>pixels<\/i> permite que os fen\u00f4menos cont\u00ednuos sejam adequadamente representados no modelo matricial. No modelo vetorial, para cada varia\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno, h\u00e1 necessidade de cria\u00e7\u00e3o em\u00a0 um novo elemento. Por isto, que o modelo matricial \u00e9 utilizado nas <strong>imagens de sensoriamento remoto <\/strong>e, tamb\u00e9m, nos <strong>modelos num\u00e9ricos de terreno<\/strong> (MNT).<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">A representa\u00e7\u00e3o cont\u00ednua da superf\u00edcie facilita a realiza\u00e7\u00e3o de simula\u00e7\u00e3o e modelagem, com o uso de <strong>MNT, <\/strong>por exemplo, \u00e9 poss\u00edvel fazer modelagem hidrol\u00f3gica. Este tipo de representa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m facilita as opera\u00e7\u00f5es alg\u00e9bricas entre camadas (opera\u00e7\u00f5es com matrizes), correspondendo a opera\u00e7\u00f5es alg\u00e9bricas entre os <i>pixels<\/i> de camadas sobrepostas corretamente, ou seja, <strong>georreferenciadas <\/strong>e com mesma resolu\u00e7\u00e3o espacial. Este processamento \u00e9 utilizado na elabora\u00e7\u00e3o de mapas de susceptibilidade (potencial\/risco); o valor obtido por cada <i>pixel<\/i>, ap\u00f3s as opera\u00e7\u00f5es alg\u00e9bricas, pode ser classificado em n\u00edveis de susceptibilidade (baixo, m\u00e9dio, alto).<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: large;\"><a name=\"Tipo_dados geograf\"><\/a>Tipo de dados geogr\u00e1ficos<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Os dados geogr\u00e1ficos podem ser classificados, segundo \u00a0o conjunto de t\u00e9cnicas e m\u00e9todos empregados no seu levantamento, nos seguintes tr\u00eas tipos (adaptado de <strong>Rodrigues,1990<\/strong>):<br \/>\n<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Plani-altim\u00e9tricos \u2013 determinam a posi\u00e7\u00e3o do objeto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o (x,y) e \u00e0 altura ou altitude (z) . Os\u00a0 m\u00e9todos de levantamento podem ser divididos em quatro grupos descritos a seguir:<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Os levantamentos topogr\u00e1ficos s\u00e3o baseados na medi\u00e7\u00e3o de dist\u00e2ncias e \u00e2ngulos e a aplica\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es trigonom\u00e9tricas, atrav\u00e9s de equipamentos anal\u00f3gicos e, mais recentemente, por esta\u00e7\u00f5es totais. S\u00e3o utilizados em levantamentos com extens\u00e3o de aproximadamente 30 km, onde a curvatura da Terra n\u00e3o necessita ser considerada. <\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Os levantamentos geod\u00e9sicos s\u00e3o similares aos topogr\u00e1ficos, por\u00e9m destinados a levantamentos de maiores extens\u00f5es, onde a curvatura da Terra deve ser considerada. A determina\u00e7\u00e3o da localiza\u00e7\u00e3o planim\u00e9trica dos pontos pode ser feita por triangula\u00e7\u00e3o, poligona\u00e7\u00e3o ou trilatera\u00e7\u00e3o e a altitude atrav\u00e9s de nivelamento geod\u00e9sico. <\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Os levantamentos aerofotogram\u00e9tricos utilizam-se de fotografias a\u00e9reas para determina\u00e7\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o dos objetos. Estes n\u00e3o prescindem dos dados levantados pelos m\u00e9todos anteriores, pois \u00e9 necess\u00e1rio ter pontos de controle com coordenadas conhecidas para a transforma\u00e7\u00e3o dos pontos das fotos em valores das coordenadas<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Os levantamentos por posicionamento por sat\u00e9lites fundamentam-se na utiliza\u00e7\u00e3o de rastreadores geod\u00e9sicos que recebem ondas eletromagn\u00e9ticas emitidas de posi\u00e7\u00f5es conhecidas, permitindo a determina\u00e7\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o do objeto na superf\u00edcie terrestre. S\u00e3o exemplos deste levantamento aqueles realizados com o aux\u00edlio de sistema de posicionamento por sat\u00e9lites artificiais, como o GPS e o GLONASS.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Ambientais \u2013 coletam dados qualitativos ou quantitativos de fen\u00f4menos, bem como a sua express\u00e3o espacial, a partir de uma variedade de m\u00e9todos que podem ser agrupados em dois grupos:<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Nos levantamentos cont\u00ednuos, os dados s\u00e3o coletados de forma cont\u00ednua no terreno, em geral remotamente, ou seja, sem contato direto com objeto, como \u00e9 o caso do <strong>sensoriamento remoto<\/strong>, e fornecem a express\u00e3o espacial e a categoria do atributo. Devido \u00e0 possibilidade de coleta temporal cont\u00ednua, \u00e9 poss\u00edvel fazer o monitoramento espacial do fen\u00f4meno estudado. Exemplo: Mapa de Uso e Cobertura do Solo.<br \/>\n<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Os levantamentos pontuais baseiam-se na coleta dos dados em campo a partir de uma rede de pontos de amostragem que visam medir a magnitude do fen\u00f4meno. As esta\u00e7\u00f5es de coleta de dados como as esta\u00e7\u00f5es hidrometeorol\u00f3gicas podem ser inseridas neste grupo, por\u00e9m a possibilidade de que as informa\u00e7\u00f5es sejam enviadas por telemetria reduz a quantidade de visitas a campo. \u00a0Nestes levantamentos, podem ser obtidas s\u00e9ries temporais cont\u00ednuas gerando uma s\u00e9rie hist\u00f3rica de dados e, assim, permitindo a an\u00e1lise do comportamento do fen\u00f4meno estudado. Os levantamentos remotos propiciam a coleta de dados de \u00e1reas extensas e de dif\u00edcil acesso, enquanto que os de campo podem fornecer mais detalhamento.\u00a0<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: small;\">\u00a0Cadastrais \u2013 definem o n\u00famero de ocorr\u00eancias (contagem) e os atributos destas ocorr\u00eancias. Estes levantamentos podem ser feitos por amostragem, nos quais parte representativa da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 levantada, ou por censo, onde todo universo da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 levantado. Os m\u00e9todos de levantamento podem ser por observa\u00e7\u00e3o ou por entrevistas. Os levantamentos cadastrais, como o fundi\u00e1rio e o imobili\u00e1rio, s\u00e3o exemplos dos m\u00e9todos de observa\u00e7\u00e3o. As pesquisas domiciliares demogr\u00e1ficas e s\u00f3cio-econ\u00f4micas s\u00e3o exemplos dos m\u00e9todos baseados em entrevistas, onde os atributos s\u00e3o obtidos atrav\u00e9s da aplica\u00e7\u00e3o de question\u00e1rios.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: large;\"><a name=\"Repres_espacial_dadosgeogrf\"><\/a>Representa\u00e7\u00e3o espacial dos dados geogr\u00e1ficos<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Os dados geogr\u00e1ficos podem ser representados espacialmente como (<strong>C\u00e2mara,2005<\/strong>, adaptado) :<br \/>\n<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">\u00a0Modelo Num\u00e9rico de Terreno (<a name=\"MNT\"><\/a>MNT) ou Modelo Digital de Terreno (MDT) \u2013 representa a distribui\u00e7\u00e3o espacial da magnitude (grandeza) de fen\u00f4meno, atrav\u00e9s de uma representa\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica computacional (<strong>Felgueiras,2005<\/strong>). A magnitude \u00e9 expressa por valores num\u00e9ricos obtidos no levantamento ambiental pontual, levantamento cadastral e levantamento plani-altim\u00e9trico. A primeira etapa para a gera\u00e7\u00e3o de MNT corresponde \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de amostras, representadas por curvas de isovalores (isolinhas) ou pontos tridimensionais, compostos pelas coordenadas (x,y) e pelo valor da magnitude (z) (Figura 10). A etapa seguinte consiste na modelagem propriamente dita, que tem como resultado a gera\u00e7\u00e3o de uma grade retangular ou triangular (Figura 11). A primeira corresponde a uma matriz (raster) com espa\u00e7amento fixo, onde cada ponto da grade apresenta um valor estimado a partir da interpola\u00e7\u00e3o das amostras. A grade triangular \u00e9 formada a partir da conex\u00e3o entre as amostras utilizando, em geral, a triangula\u00e7\u00e3o de <i>Delaunay<\/i>, representada por uma estrutura vetorial do tipo arco-n\u00f3. Os MNT podem ser aplicados para representar espacialmente a magnitude de qualquer tipo de fen\u00f4meno, como hidrometeorol\u00f3gico, geof\u00edsico, geoqu\u00edmico e altimetria; este \u00faltimo recebe uma denomina\u00e7\u00e3o espec\u00edfica: Modelo Digital de Eleva\u00e7\u00e3o (MDE). Com base nesses modelos \u00e9 poss\u00edvel:<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Calcular volume e \u00e1rea;<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Tra\u00e7ar perfil e sec\u00e7\u00e3o transversal;<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Gerar isolinhas e mapas de declividade, orienta\u00e7\u00e3o de vertentes, sombreamento e visibilidade; <\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Visualizar em perspectiva tridimensional<b>.<\/b><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: left;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/cristiane\/wp-content\/uploads\/sites\/18\/2017\/07\/SIG.ht16.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Figura 10: Isolinhas e pontos de amostragem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Figura 11: Modelo Num\u00e9rico de Terreno: (A) grade \u00a0retangular e (B) grade triangular. <\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Mapa Tem\u00e1tico Ambiental \u2013 representa dados qualitativos, gerados nos levantamentos ambientais cont\u00ednuos. Os mapas tem\u00e1ticos podem ser representados por arquivos matriciais ou vetoriais. Quando representados por matrizes, os atributos dos <i>pixels<\/i> correspondem a um c\u00f3digo que est\u00e1 associado a uma classe de tema. No modelo vetorial,\u00a0 o elemento geogr\u00e1fico representa a ocorr\u00eancia espacial da classe do tema em estudo. Como exemplo, t\u00eam-se os mapas geol\u00f3gicos, pedol\u00f3gicos, de uso e cobertura do solo (Figura 12).<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/cristiane\/wp-content\/uploads\/sites\/18\/2017\/07\/image016.jpg\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Figura 12: Mapa tem\u00e1tico ambiental &#8211; Uso e Cobertura do Solo.<\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"font-size: small;\">Mapa Tem\u00e1tico Cadastral \u2013 representa dados quantitativos ou qualitativos, gerados por <span style=\"color: #00000b;\">levantamentos cadastrais<\/span>, que formam um banco de dados alfanum\u00e9ricos associado a uma unidade territorial pr\u00e9-definida, como munic\u00edpio, bairro, setor censit\u00e1rio etc, diferentemente dos ambientais onde a ocorr\u00eancia espacial do atributo n\u00e3o \u00e9 pr\u00e9-definida. A estrutura vetorial \u00e9 o formato mais apropriado de representa\u00e7\u00e3o. Os atributos s\u00e3o expressos espacialmente de acordo com simbologia definida a partir de intervalos de classes. S\u00e3o exemplos destes mapas: demogr\u00e1ficos, s\u00f3cio-econ\u00f4micos, cadastro de im\u00f3veis etc. A Figura 13 apresenta dados cadastrais representados por um mapa tem\u00e1tico, onde o atributo popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 associado aos munic\u00edpios, e \u00a0por um <strong>MNT. <\/strong>Note que, enquanto no mapa tem\u00e1tico os atributos est\u00e3o delimitados aos limites pol\u00edtico-administrativo, no MNT a sua representa\u00e7\u00e3o n\u00e3o obedece a estes limites, j\u00e1 que a sua representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica \u00e9 fruto da interpola\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o associada ao centr\u00f3ide, ou seja, centro geom\u00e9trico dos pol\u00edgonos (munic\u00edpios).<br \/>\n<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/cristiane\/wp-content\/uploads\/sites\/18\/2017\/07\/SIG.ht20.jpg\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Figura 13: Dados demogr\u00e1ficos representados como Mapa Tem\u00e1tico Cadastral e Modelo Num\u00e9rico.<\/span><\/p>\n<ul>\n<li>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-size: small;\">Redes \u2013 armazenam os elementos geogr\u00e1ficos em modelo vetorial com topologia de rede (arco-n\u00f3), representado por um grafo onde os arcos armazenam atributos sobre o sentido dos fluxos e os n\u00f3s sobre a capacidade. A liga\u00e7\u00e3o com o banco de dados \u00e9 fundamental, pois as principais opera\u00e7\u00f5es requeridas por esta categoria de dados consistem na consulta ao banco de dados e na defini\u00e7\u00e3o de melhor caminho. Este tipo de representa\u00e7\u00e3o \u00e9 apropriado para informa\u00e7\u00f5es relacionadas a servi\u00e7os de utilidade p\u00fablica, como \u00e1gua, energia e telefone, redes de drenagem e vias de transporte. Numa rede el\u00e9trica, por exemplo, as linhas de transmiss\u00e3o s\u00e3o representadas como arcos, enquanto os demais componentes (postes, transformadores, subesta\u00e7\u00f5es, linhas de transmiss\u00e3o) representados como n\u00f3s \u00a0(Figura 14).<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/cristiane\/wp-content\/uploads\/sites\/18\/2017\/07\/SIG.ht21.jpg\" \/><span style=\"font-size: small;\">Figura 14: Representa\u00e7\u00e3o por rede.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: center;\"><span dir=\"LTR\"><span style=\"font-size: large;\">Modelagem de dados em \u00a0SIG<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<span style=\"font-size: small;\">Ao se adotar o SIG como a ferramenta de tratamento e an\u00e1lise de dados em um projeto, o primeiro passo a ser efetuado \u00e9 gerar um modelo de an\u00e1lise que represente o objeto de estudo e que seja baseado no objetivo do projeto. Este modelo deve conter os seguintes componentes:<\/span><\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Base de dados \u2013 deve ser definida a base de dados necess\u00e1ria para alcan\u00e7ar o objetivo proposto, tanto a componente gr\u00e1fica quanto os seus atributos. Nesta etapa, tamb\u00e9m devem ser identificadas: as <strong>propriedades cartogr\u00e1ficas<\/strong> dos dados (escala, proje\u00e7\u00e3o, <i>datum)<\/i>, o <strong>modelo geom\u00e9trico de representa\u00e7\u00e3o <\/strong>(vetor ou raster), a unidade territorial de integra\u00e7\u00e3o dos dados (ou an\u00e1lise de dados), as fontes dispon\u00edveis de dados e os <strong>m\u00e9todos de coleta.<\/strong><br \/>\n<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">\u00a0Processamento \u2013 as opera\u00e7\u00f5es de tratamento e de an\u00e1lise da base de dados no SIG devem ser especificadas. O <u> <a name=\"tratamento dos dados\"><\/a>tratamento dos dados<\/u> destina-se \u00e0 montagem e \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o da base de dados, consistindo em opera\u00e7\u00f5es como: convers\u00e3o dos dados para o formato digital (digitaliza\u00e7\u00e3o), adequa\u00e7\u00e3o da base de dados \u00e0s propriedades cartogr\u00e1ficas, constru\u00e7\u00e3o das tabelas de atributos e especifica\u00e7\u00e3o dos geoc\u00f3digos. Com a base de dados montada, o processamento seguinte consiste em opera\u00e7\u00f5es de an\u00e1lise que se destinam a atingir o objetivo do projeto propriamente dito. Algumas destas opera\u00e7\u00f5es est\u00e3o descritas no <strong>pr\u00f3ximo item<\/strong>:<br \/>\n<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Resultados \u2013 durante\u00a0 o processamento dos dados, ser\u00e3o gerados resultados intermedi\u00e1rios e, sobre estes, ser\u00e3o executadas novas opera\u00e7\u00f5es at\u00e9 atingir o resultado final. Tanto os produtos intermedi\u00e1rios e o final devem ser definidos no modelo de an\u00e1lise.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Uma boa dica para a gera\u00e7\u00e3o do modelo de an\u00e1lise \u00e9 constru\u00ed-lo com base em um fluxograma. A Figura 15 representa um modelo de an\u00e1lise de dados cujo objetivo \u00e9 a identifica\u00e7\u00e3o de \u00e1reas urbaniz\u00e1veis a partir do mapeamento da legisla\u00e7\u00e3o ambiental e urban\u00edstica.<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/cristiane\/wp-content\/uploads\/sites\/18\/2017\/07\/SIG.ht22.gif\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Figura 15: Etapas de tratamento e an\u00e1lise para o para o mapeamento das restri\u00e7\u00f5es legais \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o urbana.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: large;\"><a name=\"Operacoes_analise_consulta_SIG\"><\/a>Opera\u00e7\u00f5es de an\u00e1lise de dados de um SIG<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">A quantidade de opera\u00e7\u00f5es que um SIG pode executar \u00e9 numerosa, podendo ser classificadas em <strong>tr\u00eas grupos<\/strong>. No grupo relacionado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica, est\u00e3o inseridas opera\u00e7\u00f5es como: representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica dos elementos geogr\u00e1ficos (cor, espessura e tipo de linha, s\u00edmbolos), inser\u00e7\u00e3o de elementos de um mapa (legenda, norte, escala, grade, t\u00edtulo, topon\u00edmia). \u00a0No grupo das opera\u00e7\u00f5es relacionadas ao gerenciamento de banco de dados geogr\u00e1ficos, est\u00e1 inserida a opera\u00e7\u00e3o de consulta. J\u00e1 a an\u00e1lise espacial dos dados gera novas informa\u00e7\u00f5es a partir da base de dados existente.\u00a0Neste item ser\u00e3o apresentadas as opera\u00e7\u00f5es de consulta e an\u00e1lise espacial de dados aplicadas a uma base de dados de modelo vetorial.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #00000b; font-size: large;\"><a name=\"Assoc_atributos_camadas\"><\/a><\/span><span style=\"color: #00000b; font-size: large;\">Associa\u00e7\u00e3o entre camadas e\u00a0 tabela de atributos<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #00000b; font-size: small;\">A associa\u00e7\u00e3o entre a camada e uma tabela de atributos \u00e9 feita a partir de um campo comum entre a camada e uma tabela (Figura 16). Esta associa\u00e7\u00e3o possibilita que, nos resultados das consultas aos atributos, seja conjuntamente selecionada a componente gr\u00e1fica vinculada aos registros selecionados da tabela.<\/span><\/p>\n<h2 style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #00000b; font-size: large;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/cristiane\/wp-content\/uploads\/sites\/18\/2017\/07\/image018.gif\" \/><\/span><\/h2>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><span style=\"color: #00000b; font-size: small;\">Figura 16: Associa\u00e7\u00e3o entre a camada e\u00a0 uma tabela de atributos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><span style=\"font-size: small;\">Duas camadas tamb\u00e9m podem ser diretamente vinculadas, a partir da associa\u00e7\u00e3o entre elementos geogr\u00e1ficos de uma camada aos de outra camada, tendo como base a localiza\u00e7\u00e3o destes elementos. Quando o v\u00ednculo espacial \u00e9 estabelecido entre duas camadas do tipo ponto ou do tipo linha, o crit\u00e9rio para a associa\u00e7\u00e3o \u00e9 a dist\u00e2ncia entre os elementos de cada camada. Caso uma das camadas seja do tipo pol\u00edgono, o conte\u00fado ou a interse\u00e7\u00e3o entre os elementos geogr\u00e1ficos \u00e9 analisada. No v\u00ednculo espacial estabelecido pela dist\u00e2ncia, pode haver a op\u00e7\u00e3o de que seja calculada a dist\u00e2ncia entre os dois elementos como um atributo a ser acrescentado \u00e0 tabela. Esta opera\u00e7\u00e3o \u00e9 apropriada para calcular a menor dist\u00e2ncia entre dois elementos pertencentes a duas camadas distintas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><span style=\"font-size: large;\"><a name=\"Consultas_ base_dados\"><\/a>Consulta \u00e0 tabela de atributos<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><span style=\"font-size: small;\">Opera\u00e7\u00f5es de consultas visam \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o a partir da formula\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es. Em um banco de dados geogr\u00e1ficos, como no caso dos SIG, as condi\u00e7\u00f5es podem ser estabelecidas com base nos atributos ou na localiza\u00e7\u00e3o dos elementos geogr\u00e1ficos (consulta espacial). Como resultado das consultas, elementos geogr\u00e1ficos s\u00e3o selecionados e, sobre eles, outras opera\u00e7\u00f5es podem ser executadas, como: novas consultas, cria\u00e7\u00e3o de uma nova camada apenas com os elementos selecionados, cruzamento de camadas etc.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><span style=\"font-size: small;\">As consultas \u00e0 tabela de atributos s\u00e3o baseadas em express\u00f5es, compostas por campos da tabela, operadores e os valores de atributos, do tipo: [campo] &lt;operador&gt; \u201cvalor\u201d. Geralmente, os SIG utilizam SQL (<i>Structured Query Language<\/i>), linguagem de programa\u00e7\u00e3o utilizada para acessar e gerenciar banco de dados. Nesta linguagem, os operadores utilizados s\u00e3o: = (igual), &lt;&gt; (diferente), =&gt; (maior e igual), &lt;= (menor e igual), &gt; (maior), &lt; (menor) e LIKE (como). Caso a\u00a0 consulta seja composta por mais de uma express\u00e3o, um dos seguintes operadores l\u00f3gicos \u00e9 utilizado para unir as duas express\u00f5es (Figura 17): <\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">\u00a0AND (interse\u00e7\u00e3o) &#8211; os elementos, para serem selecionados, devem atender as condi\u00e7\u00f5es de ambas as express\u00f5es;<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">\u00a0OR (uni\u00e3o) &#8211; os elementos, para serem selecionados, devem atender a apenas a condi\u00e7\u00e3o de uma express\u00e3o;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: small;\">NOT (nega\u00e7\u00e3o) &#8211; os elementos, para serem selecionados, n\u00e3o devem atender a condi\u00e7\u00e3o da express\u00e3o precedida por este operador;<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/cristiane\/wp-content\/uploads\/sites\/18\/2017\/07\/SIG.ht23.jpg\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Figura 17: Opera\u00e7\u00e3o de consulta aos atributos. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: large;\"><a name=\"Consultas_ espacial\"><\/a>Consulta espacial<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">As consultas espaciais s\u00e3o formuladas a partir de condi\u00e7\u00f5es baseadas na localiza\u00e7\u00e3o, na forma\u00a0 e nas<strong> rela\u00e7\u00f5es topol\u00f3gicas<\/strong> dos elementos geogr\u00e1ficos (Figura 18):<br \/>\n<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Proximidade \u2013 determinada pela dist\u00e2ncia entre elementos. Com esta condi\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel selecionar elementos tendo como base \u00e0 dist\u00e2ncia entre eles.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">\u00a0Adjac\u00eancia ou vizinhan\u00e7a \u2013 estabelecida a partir da exist\u00eancia de limites comuns entre elementos. Com esta condi\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel selecionar linhas ou pol\u00edgonos que apresentam v\u00e9rtices comuns.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Pertin\u00eancia \u2013 estabelecida pela condi\u00e7\u00e3o de elementos estarem contidos em pol\u00edgonos ou de pol\u00edgonos conterem outros elementos.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Intercepta\u00e7\u00e3o ou interse\u00e7\u00e3o &#8211; estabelecida pela condi\u00e7\u00e3o de elementos (linhas e pol\u00edgonos) cruzarem com outros elementos.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Geometria \u2013 definida pela exist\u00eancia de elementos que apresentam geometria id\u00eantica.\u00a0<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/cristiane\/wp-content\/uploads\/sites\/18\/2017\/07\/image020.jpg\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-size: small;\">Figura 18: Condi\u00e7\u00f5es de sele\u00e7\u00e3o <\/span> <span style=\"font-family: Trebuchet MS; font-size: small;\">por<\/span><span style=\"font-size: small;\"> localiza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #00000b; font-size: large;\"><a name=\"Classific_atributos\"><\/a>Classifica\u00e7\u00e3o dos atributos<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Esta opera\u00e7\u00e3o destina-se ao estabelecimento de uma representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica comum (cor, tipo e tamanho) dos elementos geogr\u00e1ficos a partir da classifica\u00e7\u00e3o dos\u00a0atributos, ou seja, os atributos pertencentes a uma mesma classe s\u00e3o representados graficamente de modo id\u00eantico. O n\u00famero de classes, o tipo de classificador e a representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica dos elementos s\u00e3o definidos pelo usu\u00e1rio. Os tipos de classificadores geralmente utilizados s\u00e3o (Figura 19):<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Quantil \u2013 cada classe deve possuir o mesmo n\u00famero de elementos. A partir da defini\u00e7\u00e3o do n\u00famero de classes, os intervalos s\u00e3o estipulados definindo, o n\u00famero de elementos de cada classe, obtido atrav\u00e9s da divis\u00e3o entre o n\u00famero total de elementos e n\u00famero de classes e, posteriormente, ordenando os elementos pelo atributo a ser classificado. <\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Intervalo igual \u2013 as classes devem possuir o mesmo intervalo, calculado pela subtra\u00e7\u00e3o entre o valor m\u00e1ximo e valor m\u00ednimo do atributo a ser classificado e, posteriormente, dividindo este valor pelo n\u00famero de classes.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">\u00a0Desvio padr\u00e3o \u2013 as classes s\u00e3o determinadas com base na soma e na subtra\u00e7\u00e3o do desvio padr\u00e3o da m\u00e9dia do atributo a ser classificado, gerando, assim, respectivamente, as classes acima da m\u00e9dia e as classes abaixo da m\u00e9dia.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Quebras naturais \u2013 classes s\u00e3o estabelecidas a partir das quebras identificadas pelo ordenamento dos atributos, resultando em classes com valores pr\u00f3ximos enquanto as diferen\u00e7as entre as classes s\u00e3o maximizadas. \u00a0Geralmente \u00e9 utilizado o algoritmo denominado de otimiza\u00e7\u00e3o de Jenks para classificar os atributos. Este algoritmo agrupa os atributos baseado na menor erro poss\u00edvel, definido pela soma absoluta dos desvios da classe mediana ou, alternativamente, a soma quadrada dos desvios da classe m\u00e9dia (<strong>ESRI,2004<\/strong>).<br \/>\n<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Valor \u00fanico &#8211; utilizado para medidas tem\u00e1ticas, ou seja, dados\u00a0 qualitativos. Os atributos com mesmo valor s\u00e3o inseridos na mesma classe.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/cristiane\/wp-content\/uploads\/sites\/18\/2017\/07\/image022.gif\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Figura 19: Mapas de demografia do Rio de Janeiro segundo diversos tipos de classifica\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Dependendo da distribui\u00e7\u00e3o dos dados, um determinado tipo de classificador \u00e9 mais adequado. No caso de dados que apresentam uma tend\u00eancia \u00e0 uniformidade na distribui\u00e7\u00e3o em toda a faixa (distribui\u00e7\u00e3o linear), a classifica\u00e7\u00e3o utilizando intervalos iguais ou quantil \u00e9 apropriada. No caso de\u00a0 dados com intervalo de valores fixo, como, por exemplo, porcentagens e temperaturas, o classificador intervalos iguais pode ser uma boa op\u00e7\u00e3o. Para dados com distribui\u00e7\u00e3o heterog\u00eanea (n\u00e3o-linear), os classificadores por quebras naturais e desvio-padr\u00e3o s\u00e3o as melhores op\u00e7\u00f5es. No caso deste tipo de distribui\u00e7\u00e3o, a classifica\u00e7\u00e3o feita pelos classificadores &#8211; quantil e intervalos iguais &#8211; pode resultar em interpreta\u00e7\u00f5es incorretas, j\u00e1 que estes podem agrupar em uma mesma classe elementos com valores muito diferentes e separar elementos com valores pr\u00f3ximos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #00000b; font-size: large;\"><a name=\"Calc_med_linear_area\"><\/a>C\u00e1lculo de Medidas Lineares e de \u00c1rea<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Uma das opera\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de um SIG \u00e9 o c\u00e1lculo de medidas lineares e de \u00e1rea, desde que a base de dados esteja em uma estrutura topol\u00f3gica e corretamente <strong>georreferenciada. <\/strong>Podem ser calculados: a dist\u00e2ncia entre elementos geogr\u00e1ficos, a extens\u00e3o de fei\u00e7\u00f5es lineares, \u00a0a \u00e1rea e o per\u00edmetro de fei\u00e7\u00f5es poligonais. Com base nestas medidas, outros c\u00e1lculos podem ser feitos, como densidade por \u00e1rea, indicadores de fragmenta\u00e7\u00e3o e da geometria de bacias hidrogr\u00e1ficas.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #00000b; font-size: large;\"><a name=\"Cruzam_camadas_Algebraboliana\"><\/a>Cruzamento de camadas<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Uma das fun\u00e7\u00f5es mais relevantes em um SIG \u00e9 o cruzamento de camadas, gerando um novo plano com as fei\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficas originadas do cruzamento das camadas envolvidas e com os atributos de um ou de todos os planos cruzados. Os cruzamentos \u00a0podem ser dos seguintes tipos (Figura 20):<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Corte \u2013 a partir do cruzamento de duas camadas, \u00e9 gerado um novo plano contendo os atributos e as fei\u00e7\u00f5es da primeira (plano de entrada) com apenas a \u00e1rea de abrang\u00eancia da segunda (plano de corte).<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Interse\u00e7\u00e3o &#8211; a partir do cruzamento de duas ou mais camadas, \u00e9 gerado um novo plano podendo conter os atributos das camadas envolvidas e a \u00e1rea abrang\u00eancia correspondendo \u00e0 interse\u00e7\u00e3o das camadas cruzadas.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Uni\u00e3o \u2013 a partir do cruzamento de duas ou mais camadas, \u00e9 gerado um novo plano podendo conter os atributos das camadas envolvidas e a \u00e1rea abrang\u00eancia correspondendo \u00e0 uni\u00e3o das camadas cruzadas.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/cristiane\/wp-content\/uploads\/sites\/18\/2017\/07\/image024.gif\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Figura 20: Cruzamento de planos de informa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #00000b; font-size: large;\"><a name=\"Gerac_areas_proximidade\"><\/a>Gera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de proximidade<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Esta fun\u00e7\u00e3o gera pol\u00edgonos \u2013 <i> buffer \u2013 <\/i>no entorno de elementos a partir de uma dist\u00e2ncia definida pelo usu\u00e1rio ou de um atributo de dist\u00e2ncia vinculado aos elementos. Na primeira op\u00e7\u00e3o, ou seja, quando um valor \u00fanico de dist\u00e2ncia \u00e9 especificado, ser\u00e3o criados um ou mais pol\u00edgonos com a dist\u00e2ncia igual em torno dos elementos (ponto ou linha) ou do seu per\u00edmetro (pol\u00edgono). Na segunda op\u00e7\u00e3o, o atributo vinculado aos elementos estabelece a dist\u00e2ncia para gera\u00e7\u00e3o dos pol\u00edgonos, neste caso o <i>buffer<\/i> a ser constru\u00eddo no entorno de cada elemento variar\u00e1 segundo este valor (Figura 21).<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/cristiane\/wp-content\/uploads\/sites\/18\/2017\/07\/SIG.ht28.jpg\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Figura 21: Op\u00e7\u00f5es na constru\u00e7\u00e3o de <i>buffers<\/i>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: large;\"><a name=\"Agregac_espacial_ou_atributos\"><\/a>Agrega\u00e7\u00e3o espacial por atributos<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Esta fun\u00e7\u00e3o gera uma nova camada a partir da agrega\u00e7\u00e3o espacial de elementos com base em um atributo a eles vinculado. Assim, a partir de uma camada com elementos de menor n\u00edvel de agrega\u00e7\u00e3o espacial, uma nova camada pode ser gerada com elementos de maior agrega\u00e7\u00e3o espacial, por exemplo, setores censit\u00e1rios podem ser agregados em bacias hidrogr\u00e1ficas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Da mesma forma, os atributos podem ser tratados, ou seja, uma nova tabela pode ser constru\u00edda a partir da agrega\u00e7\u00e3o de registros com base\u00a0 em um atributo. A agrega\u00e7\u00e3o dos registros pode se dar a partir de medidas estat\u00edsticas como m\u00e9dia, moda, vari\u00e2ncia, desvio-padr\u00e3o, soma (Figura 22).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/cristiane\/wp-content\/uploads\/sites\/18\/2017\/07\/image026.gif\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h2 style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"color: #00000b; font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"color: #00000b; font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/h2>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"color: #00000b; font-size: large;\">\u00a0<span style=\"font-size: small;\">Figura 22: Agrega\u00e7\u00e3o de munic\u00edpios gerando uma nova camada a partir do campo \u201cregi\u00f5es de governo\u201d. <\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: large;\">Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"EN-US\"><a name=\"ARONOFF\"><\/a>ARONOFF<\/span>,<span lang=\"EN-US\"> S. <i>Geographic Information Systems: A Management Perspective.<\/i> <\/span> WDL Publications. 1995.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: small;\"><a name=\"BARBOSA\"><\/a>BARBOSA, C. C.F. <i>\u00c1lgebra de mapas e suas aplica\u00e7\u00f5es em sensoriamento remoto e geoprocessamento<\/i>. de Mestrado. S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, SP, 1997. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Sensoriamento Remoto). INPE.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span lang=\"EN-US\"><span style=\"font-size: small;\"><a name=\"BURROUGH\"><\/a>BURROUGH, P.A.; MCDONNELL, R.A<i>. Principles of Geographical Information Systems. <\/i>Oxford University Press. 1998<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: small;\"><a name=\"C\u00c2MARA\"><\/a>C\u00c2MARA, G.; DAVIS, C.; MONTEIRO, A. M.V. <i>Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Ci\u00eancia da Geoinforma\u00e7\u00e3o<\/i>. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.dpi.inpe.br\/livros.html\"> http:\/\/www.dpi.inpe.br\/livros.html<\/a>. Acesso em: \u00a0mar\u00e7o de 2005.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: small;\"><a name=\"ESRI\"><\/a>ESRI. <i>What is Arc GIS?<\/i> Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.esri.com\/\"> www.esri.com<\/a>. Acesso em: mar\u00e7o\/2004.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: small;\"><a name=\"FELGUEIRAS\"><\/a>FELGUEIRAS, C.A. Modelagem Num\u00e9rica de Terreno. In: <i>Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Ci\u00eancia da Geoinforma\u00e7\u00e3o<\/i>. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.dpi.inpe.br\/livros.html\"> http:\/\/www.dpi.inpe.br\/livros.html<\/a>. Acesso em: \u00a0mar\u00e7o de 2005.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: small;\"><a name=\"INPE\"><\/a>INPE. INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS. SPRING vers\u00e3o 4.1. S\u00e3o Paulo: INPE, 2004. Dispon\u00edvel: <a href=\"http:\/\/www.inpe.br\/\">www.inpe.br<\/a>.<\/span><\/p>\n<p>RIPSA. <em>Conceitos B\u00e1sicos de Sistemas de Informa\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica e Cartografia aplicados \u00e0 Sa\u00fade<\/em>. Org: Carvalho, M.S; Pina, M.F; Santos, S.M. Bras\u00edlia: Organiza\u00e7\u00e3o Panamericana da Sa\u00fade, Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, 2000.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><a name=\"RODRIGUES\"><\/a>RODRIGUES, M. Introdu\u00e7\u00e3o ao Geoprocessamento. In: SIMP\u00d3SIO BRASILEIRO DE GEOPROCESSAMENTO, 1990, S\u00e3o Paulo. <i>\u00a0Anais<\/i>. S\u00e3o Paulo: Universidade de S\u00e3o Paulo, 1990, 1-26p.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"EN-US\"><a name=\"UNBC GIS LAB\"><\/a>UNBC GIS LAB. <i>Introduction to Geographic Information System<\/i>. <strong>Lecture 3b. Canada: University of Northern British Columbia. <\/strong><\/span> <strong>Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.gis.unbc.ca\/courses\/geog300\/lectures\/lect6\/index.php\"> http:\/\/www.gis.unbc.ca\/courses\/geog300\/lectures\/lect6\/index.php<\/a>. Acesso em: agosto\/2005.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><a name=\"XAVIER-DA-SILVA\"><\/a>XAVIER-DA-SILVA, J. <i>et al<\/i>. Geoprocessamento e SGIs. In: Curso de Especializa\u00e7\u00e3o em Geoprocessamento, unidades did\u00e1ticas 12 a 19, volume 1. Rio de Janeiro: LAGEOP \/UFRJ, 2002. 2 CD-ROM.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sistemas de Informa\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica e Geoprocessamento Conceitua\u00e7\u00e3o At\u00e9 o advento da inform\u00e1tica, a manipula\u00e7\u00e3o de dados geogr\u00e1ficos era feita atrav\u00e9s de mapas e outros documentos impressos ou desenhados em uma base. 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