{"id":377,"date":"2019-01-19T17:56:42","date_gmt":"2019-01-19T19:56:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/?p=377"},"modified":"2020-09-02T20:08:03","modified_gmt":"2020-09-02T23:08:03","slug":"as-origens-do-metodo-cientifico-a-ciencia-no-periodo-classico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/2019\/01\/19\/as-origens-do-metodo-cientifico-a-ciencia-no-periodo-classico\/","title":{"rendered":"As origens do M\u00e9todo Cient\u00edfico: A ci\u00eancia do per\u00edodo Cl\u00e1ssico \u00e0 Idade M\u00e9dia"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-378 alignright\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2019\/01\/sculpture-2298848_1280-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2019\/01\/sculpture-2298848_1280-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2019\/01\/sculpture-2298848_1280-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2019\/01\/sculpture-2298848_1280-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2019\/01\/sculpture-2298848_1280.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Por: J\u00falio C\u00e9sar Medeiros da Silva Pereira<\/p>\n<p>Os primeiros pensadores a buscarem uma explica\u00e7\u00e3o natural para os diversos fen\u00f4menos da natureza ao inv\u00e9s de se apoiarem nas explica\u00e7\u00f5es de cunho religiosos ou divinas\u00a0 foram os fil\u00f3sofos da Gr\u00e9cia antiga como Thales de Mileto (624 a.C. a 546 a.C.), Pit\u00e1goras (\u00a0570 a.C. 495 a.C.) e Dem\u00f3crito (460 a.C. a 370 a.C.). Mas o primeiro a realmente pensar neste tipo de conhecimento que procura se afastar dos motivos religiosos, ou em como se obter o verdadeiro conhecimento sobre um determinado fen\u00f4meno foram, na verdade Plat\u00e3o (428\/427 a.C. a 348\/347 a.C.) e Arist\u00f3teles (\u200e322 a.C.\u200e a \u200e384 a.C.) h\u00e1 mais de 2300 anos.<\/p>\n<p>Para Plat\u00e3o, disc\u00edpulo de um outro filosofo grego chamado S\u00f3crates, o mundo exterior, bem como tudo o que existia nele eram\u00a0 apenas reflexos imperfeitos ou sombras de formas ideais, ou seja, o mundo era a c\u00f3pia do mundo das ideias<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Essas formas ideais s\u00e3o frequentemente retratadas como lan\u00e7ando sombras em uma parede, por isto, pode se dizer que \u00a0Plat\u00e3o era um <strong>realista filos\u00f3fico<\/strong>.<\/p>\n<p>O mundo das formas, segundo ele, existia independentemente do pensamento humano. Essas formas n\u00e3o eram apenas conceitos abstratos em nossa mente, eles realmente existiam, mas separadamente do mundo f\u00edsico, por isto n\u00e3o poder\u00edamos apreender a verdadeira natureza da realidade atrav\u00e9s da experi\u00eancia sensorial, pois tal conhecimento sobre as formas ideais s\u00f3 poderiam ser obtidas atrav\u00e9s do racioc\u00ednio. Ele acreditava, diferentemente dos sofistas, para os quais n\u00e3o existia a verdade absoluta e sim a verdade relativa, que algumas coisas poderiam at\u00e9 sofrer mudan\u00e7a, inclusive deixar de existir, mas que a ideia sobre ela nunca mudaria, ou seja, o que mudava era forma, n\u00e3o a ideia. As ideias sobre algo permaneciam sempre as mesmas.<\/p>\n<p>Por exemplo, um \u201ccarro\u201d. A ideia sobre carro \u00e9 sempre\u00a0 a mesma, mas o que muda \u00e9 a forma, que, segundo ele \u00e9 imperfeita e perene, e que pode ser mudada porque est\u00e1 no mundo f\u00edsico, mas a ideia, ou porque n\u00e3o dizer: o conceito, ser\u00e1 sempre o mesmo. Plat\u00e3o \u00e9, portanto, referido como um realista.<\/p>\n<p>Arist\u00f3teles, seu disc\u00edpulo, tamb\u00e9m era um realista. Para ele, embora essa realidade existisse independente do pensamento humano ela era o pr\u00f3prio mundo f\u00edsico. N\u00e3o h\u00e1 plano separado de exist\u00eancia onde formas abstratas vivem. Arist\u00f3teles tamb\u00e9m discordou de seu mestre sobre como podemos obter conhecimento sobre a verdade e a natureza das coisas.<\/p>\n<p>Por isto, diz se que era um empirista, ou seja, algu\u00e9m que acreditava que podemos ter uma experiencia sensorial precisa da realidade.<\/p>\n<p>Este \u00e9 um debate que iria se estender durante muito tempo, pois segundo Arist\u00f3teles, a realidade \u00e9 percept\u00edvel atrav\u00e9s dos nossos sentidos e a observa\u00e7\u00e3o seria o meio pelo qual poder\u00edamos chegar ao conhecimento. Para tanto, o racioc\u00ednio deveria ser o instrumento pelo qual se poderia entender\u00a0 e explicar natureza e, por isto, para alguns, ao pensar assim, estaria ele desenvolvendo a g\u00eanese da l\u00f3gica perfeita, baseada no silogismo.<\/p>\n<p>O <em>silogismo<\/em> criado por Arist\u00f3teles consiste em um termo filos\u00f3fico para designa\u00e7\u00e3o de conclus\u00f5es deduzidas de premissas e que levam ao conhecimento cumulativo a partir de conclus\u00e3o obtida. Por exemplo: <em>Todos os humanos s\u00e3o mortais, todos os gregos s\u00e3o humanos, logo, todos os gregos s\u00e3o mortais<\/em>. Ora, se as duas premissas s\u00e3o verdadeiras ent\u00e3o a conclus\u00e3o \u00e9 necessariamente verdade e nos concede a base para formularmos um novo silogismo: <em>todos os gregos s\u00e3o mortais, logo, todos os gregos s\u00e3o humanos.<\/em><\/p>\n<p>Uma outra diferen\u00e7a entre Arist\u00f3teles e Plat\u00e3o \u00e9 que aquele acreditava que \u00a0as premissas fundamentais podem ser apuradas pela observa\u00e7\u00e3o direta e verifica\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es ou regularidades de fen\u00f4menos no mundo. Infelizmente, ele n\u00e3o sabia que algumas de suas pr\u00f3prias observa\u00e7\u00f5es eram seletivas demais, levando a premissas fundamentais que sabemos agora serem simplesmente erradas.<\/p>\n<p>Mas Arist\u00f3teles tamb\u00e9m estava limitado ao seu tempo e cometeu erros em suas pr\u00f3prias premissas e portanto, em alguns silogismos que criou, pois quando se parte de uma premissa falsa, a sua conclus\u00e3o tamb\u00e9m estar\u00e1 fada ao fracasso. Por exemplo, baseado em sua pr\u00f3pria observa\u00e7\u00e3o, asseverou erroneamente que os homens t\u00eam mais dentes que as mulheres e que os insetos t\u00eam quatro patas. Com certeza, n\u00e3o observou todos os insetos, e nem verificou a boca de todos os homens e mulheres, suas observa\u00e7\u00f5es eram imprecisas o levou \u00e0 conclus\u00f5es igualmente err\u00f4neas. Mas com isto tamb\u00e9m pudemos aprender que uma premissa falsa nos levar\u00e1, consequentemente a uma conclus\u00e3o errada.<\/p>\n<p>Por outro lado, Arist\u00f3teles nos d\u00e1 um exemplo extremante importante para a constru\u00e7\u00e3o do saber cient\u00edfico ao nos mostrar que a observa\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos e acontecimentos devem ser precisos, met\u00f3dicos e procurar ser os mais meticulosos poss\u00edveis, pois do contr\u00e1rio, todo o restante redundar\u00e1 em erro, por se basear em premissas falsas.<\/p>\n<p>Contudo, as contribui\u00e7\u00f5es de Plat\u00e3o e Arist\u00f3teles foram enormes para o desenvolvimento da ci\u00eancia e suas influ\u00eancias foram sentidas por quase 2000 anos. S\u00f3 no fim do s\u00e9culo XVI \u00e9 que, gra\u00e7as a novas formas de an\u00e1lise do mundo e dos fen\u00f4menos naturais \u00e9 que os pesquisadores se deram conta de que tanto Plat\u00e3o, quanto Arist\u00f3teles, falharam em alguns pontos, mas suas contribui\u00e7\u00f5es permaneceram muito importantes para o desenvolvimento da ci\u00eancia.<\/p>\n<p>Ptolomeu (100 d.C. a 160 d.C.), foi um cientista grego que apoiou-se nas\u00a0 \u00a0ideias de Arist\u00f3teles para criar um\u00a0 sistema geom\u00e9trico-num\u00e9rico, de acordo com as tabelas de observa\u00e7\u00f5es babil\u00f4nicas, para assim descrever os movimentos do c\u00e9u colocando a terra no centro do universo com os planetas, em orbita circular em sua volta, incluindo o sol. Este modelo ptolomaico, de \u00f3rbita circular, era o que melhor explicava o afastamento dos astros nos c\u00e9us e permitiu uma maior precis\u00e3o nas previs\u00f5es de tempos e esta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Na virada no s\u00e9culo X, o f\u00edsico e matem\u00e1tico \u00e1rabe Ibn al-Hasan, conhecido tamb\u00e9m pela forma latinizada Alhazen, (965 a.C. a 1040 a.C.) se tornou o \u00a0pioneiro da \u00f3ptica, ao seguir os passos de Ptolomeu e explicar \u00a0o fen\u00f4meno dos corpos celestes no horizonte<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Ele escreveu a obra\u00a0 <em>O Livro de \u00a0\u00d3ptica<\/em> (em \u00e1rabe: Kit\u0101b al-Man\u0101\u1e93ir (\u0643\u062a\u0627\u0628 \u0627\u0644\u0645\u0646\u0627\u0638\u0631)), publicado no in\u00edcio do s\u00e9culo XI, e prop\u00f4s uma nova teoria sobre a vis\u00e3o revolucion\u00e1ria para a \u00e9poca, que foi um passo importante para a compreens\u00e3o do processo visual que embora seja diferente hoje em dia, influenciaria, mais tarde a Johannes Kepler (1571-1630) o qual propusera uma nova teoria da vis\u00e3o que, em tese, ainda \u00e9 usada hoje em dia.<\/p>\n<p>Ibn al-Hasan contribui para o m\u00e9todo cient\u00edfico tamb\u00e9m ao propor que\u00a0 uma hip\u00f3tese devia ser testada por <strong>experimentos<\/strong>, seguindo procedimentos sistem\u00e1ticos e que poderiam ser capazes de serem reproduzidos, e isto, mais de 1000 anos antes de Descartes, considerado por muitos como o preconizador do m\u00e9todo cient\u00edfico moderno.<\/p>\n<p>Ao lado de Ibn al-Hasan, outros \u00e1rabes tais como Al Biruni, e Ibn Sina, come\u00e7aram a usar uma sistem\u00e1tica observa\u00e7\u00e3o e experimenta\u00e7\u00e3o, enfatizando a observa\u00e7\u00e3o imparcial e n\u00e3o apenas racioc\u00ednio l\u00f3gico. Este grupo de pensadores \u00e1rabes nos ajudam a pensar em uma ci\u00eancia fora de um ponto de vista euroc\u00eantrico moderno que nos conduz ao erro de imaginarmos que a ci\u00eancia se deu e se desenvolveu gra\u00e7as aos pensadores europeus e que portanto, eram homens inteligentes, met\u00f3dicos e, logo, cient\u00edficos, relegando o resto do mundo ao obscurantismo e sem nenhuma contribui\u00e7\u00e3o para o campo das ci\u00eancias. Na verdade, por se tratar de um saber cumulativo, a ci\u00eancia se desenvolve com a contribui\u00e7\u00e3o de todos os homens nos mais diferentes lugares e circunst\u00e2ncias e n\u00e3o em uma determinada parte deste ou daquele hemisf\u00e9rio.<\/p>\n<p>O segundo ponto que desmistifica uma hist\u00f3ria euroc\u00eantrica e moderna da ci\u00eancia \u00e9 se pensar que durante a Idade M\u00e9dia n\u00e3o se produziu saber cientifico, um erro, pois todos estes pensadores e fil\u00f3sofos viveram na Idade M\u00e9dia, cunhada erroneamente por alguns de Idade das Trevas que, quando na verdade foi um per\u00edodo de florescimento da ci\u00eancia. \u00a0Mas isto, j\u00e1 \u00e9 outra hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Refer\u00eancia bibliogr\u00e1fica:<\/p>\n<p>Https:\/\/educacao.uol.com.br\/disciplinas\/filosofia\/ideias-de-platao-as-coisas-mudam-mas-seus-modelos-sao-eternos.htm_acesado em 19 de janeiro de 2019.<\/p>\n<p>MARTINS, Roberto de Andrade.\u00a0A \u00d3ptica de Ibn al-Haytham \u2013 1.000 anos de luz. Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia. Consultado em 19 de janeiro de 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Fonte: https:\/\/educacao.uol.com.br\/disciplinas\/filosofia\/ideias-de-platao-as-coisas-mudam-mas-seus-modelos-sao-eternos.htm_acesado em 19 de janeiro de 2019.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> MARTINS, Roberto de Andrade.\u00a0A \u00d3ptica de Ibn al-Haytham \u2013 1.000 anos de luz. Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia. Consultado em 19 de janeiro de 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode baixar este artigo, clicando em:<\/p>\n<a href=\"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/?ddownload=417\" title=\"Download\" rel=\"nofollow\" class=\"ddownload-button button-blue id-417 ext-pdf\">Download<\/a>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Por: J\u00falio C\u00e9sar Medeiros da Silva Pereira Os primeiros pensadores a buscarem uma explica\u00e7\u00e3o natural para os diversos fen\u00f4menos da natureza ao inv\u00e9s de se apoiarem nas explica\u00e7\u00f5es de cunho religiosos ou divinas\u00a0 foram os fil\u00f3sofos da Gr\u00e9cia antiga como Thales de Mileto (624 a.C. a 546 a.C.), Pit\u00e1goras (\u00a0570 a.C. 495 a.C.) e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":209,"featured_media":378,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[3,43],"tags":[48,13,44,51,45,52,46,49,47,50],"class_list":["post-377","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencias","category-historia-da-ciencia","tag-eurocentrismo","tag-historia","tag-historiadaciencia","tag-ibnal-hassan","tag-metodocientifico","tag-optica","tag-filosofosgregos","tag-idadedastrevas","tag-plataoesocrates","tag-silogismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/377","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/users\/209"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=377"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/377\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":419,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/377\/revisions\/419"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/media\/378"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=377"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=377"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=377"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}