{"id":445,"date":"2019-10-03T19:34:37","date_gmt":"2019-10-03T22:34:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/?p=445"},"modified":"2021-04-15T16:56:14","modified_gmt":"2021-04-15T19:56:14","slug":"liberalismo-economico-e-a-formacao-do-mundo-contemporaneo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/2019\/10\/03\/liberalismo-economico-e-a-formacao-do-mundo-contemporaneo\/","title":{"rendered":"Liberalismo Econ\u00f4mico e a forma\u00e7\u00e3o do mundo contempor\u00e2neo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\">Por: J\u00falio C\u00e9sar Medeiros da Silva Pereira<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A Revolu\u00e7\u00e3o Industrial impactou o\nmundo de forma surpreendente. Enquanto a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa as guerras\nnapole\u00f4nicas modificaram o cora\u00e7\u00e3o do mundo, &nbsp;o perfil da sociedade europeia e mundial do\ns\u00e9culo XIX, foi transformado pela Revolu\u00e7\u00e3o Industrial que passou a alterar a\npercep\u00e7\u00e3o vigente, agora descrito com a velocidade das locomotivas que cortavam\nos continentes transportando min\u00e9rios para serem levados para grande pot\u00eancia\nindustrial do momento e velocidade do crescimento do capital que devora a m\u00e3o\nde obra da classe trabalhadora em nome do bem estar comum. Mas como isto se\ndeu? Quais foram as transforma\u00e7\u00f5es no campo do pensamento que permitiram o avan\u00e7o\ndas pr\u00e1ticas capitalistas? \u00c9 o que veremos nos pr\u00f3ximos par\u00e1grafos &nbsp;de forma breve, a fim de compreendermos as\ndiferentes contribui\u00e7\u00f5es do pensamento econ\u00f4mico que ajudaram a moldar o mundo\ntal como o conhecemos. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"799\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2019\/10\/Liberalismo-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-449\" srcset=\"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2019\/10\/Liberalismo-1.jpg 1000w, https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2019\/10\/Liberalismo-1-300x240.jpg 300w, https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2019\/10\/Liberalismo-1-768x614.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption> <br><strong>Eug\u00e8ne DELACROIX ,&nbsp;<em>La Libert\u00e9 guidant le Peuple<\/em>&nbsp;(<em>La libertad guiando al Pueblo<\/em>) (1830)<\/strong> <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Foi no s\u00e9culo XVIII que ganhou\nfor\u00e7a um novo pensamento. Uma nova ideologia, baseada nas ideias liberais, j\u00e1\naventadas pelos iluministas, &nbsp;varreram&nbsp; a Europa moldando o mundo ao poucos, mas sem\nmuita resist\u00eancia \u00e0s necessidades do capital moderno em contraposi\u00e7\u00e3o ao\npensamento absolutista os quais se constitu\u00edam como verdadeiros entraves \u00e0s\nmudan\u00e7as econ\u00f4micas, gestadas no bojo das altera\u00e7\u00f5es sociais produzidas pelo\ncapital, incompat\u00edveis com a interven\u00e7\u00e3o do Estado e burocratiza\u00e7\u00e3o da\neconomia. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Surgem Novas teorias\necon\u00f4micas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Adam Smith (1723 \u2014&nbsp; 1790) <\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O escoc\u00eas n\u00e3o foi o pai da\neconomia moderna, mas suas teorias econ\u00f4micas tiveram influ\u00eancia sobre a mesma.\nO seu pensamento constitui um marco importante nesta ramo do saber. O mundo e\nas rela\u00e7\u00f5es humanas deixariam de ser explicados pela filosofia e o pensamento\necon\u00f4mico, impulsionado pela sua obra <em>A Riqueza das Na\u00e7\u00f5es<\/em>, de em 1776,\npassaria a ditar o novo estilo de vida e a forma de se fazer pol\u00edtica. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Nascia a Economia Pol\u00edtica\nCl\u00e1ssica, um novo campo de conhecimento baseado em teorias, que analisavam os\naspectos econ\u00f4micos da sociedade a partir de an\u00e1lises racionais e premissas embasadas\nem dados, geralmente, s\u00f3lidos. &nbsp;&nbsp;Mas Smith n\u00e3o foi o primeiro a se levantar\ncontra o pensamento antigo defendido pelos absolutistas que, primavam pelo\nmercantilismo, metalismo e balan\u00e7a comercial favor\u00e1vel (O trip\u00e9 da pol\u00edtica\necon\u00f4mica absolitista). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Os fisiocratas (do grego\n&#8220;Governo da Natureza&#8221;) j\u00e1 haviam elaborado uma cr\u00edtica \u00e0s teses mercantilistas,\nque defendiam ardentemente que riqueza de uma na\u00e7\u00e3o consistia na posse de\ngrandes quantidades de moeda- ouro e prata &#8211; e pela balan\u00e7a comercial\nfavor\u00e1vel. Os fisiocratas argumentavam que era a posse dos bens materiais que\ngarantia a riqueza de um pa\u00eds e que a terra era principal fonte de\ndesenvolvimento sendo todo outro tipo de trabalho, que n\u00e3o o agr\u00e1rio, como\nsecund\u00e1rio. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"306\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2019\/10\/revolu\u00e7\u00e3o-industrial.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-447\" srcset=\"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2019\/10\/revolu\u00e7\u00e3o-industrial.jpg 500w, https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2019\/10\/revolu\u00e7\u00e3o-industrial-300x184.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><figcaption>Cena de Tempos moderno -Charles Chaplin <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Adam Smith, acrescentou a esta\nideia, a premissa de que era o trabalho que gerava a riqueza. &nbsp;Em <em>A Riqueza das Na\u00e7\u00f5es<\/em>, ele mostrou a\nque a verdadeira riqueza consistia no trabalho e que este traria o crescimento\nda produtividade gerando benesses a todos, e que o seu valor n\u00e3o se restringia\nao trabalho agr\u00edcola, mas que todo tipo de produ\u00e7\u00e3o humana era capaz de gerar\nvalor. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Em decorr\u00eancia dessa premissa sobre\na produtividade do trabalho-, Adam Smith defendia a ideia individualista, segundo\na qual, se cada indiv\u00edduo cuidasse somente de seus interesses econ\u00f4micos, a\nsociedade como um todo prosperaria e, que, al\u00e9m disto, se auto regularia a\ncompra e a venda no \u201cmercado\u201d atrav\u00e9s da famosa lei da oferta e da procura. Estava\nnascendo o princ\u00edpio liberal que, grosso modo, pode ser resumido pela n\u00e3o\ninterven\u00e7\u00e3o do Estado na economia. Isto foi de fato bastante inovador, pois,\nat\u00e9 ent\u00e3o, o Estado absolutista era extremadamente regulador da economia e\ndirecionava desde a produ\u00e7\u00e3o at\u00e9 o consumo. Agora, Smith propunha a liberdade\nda iniciativa privada industrial para que se expandisse cada vez mais, contra\nas poss\u00edveis restri\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, taxa\u00e7\u00f5es e monop\u00f3lios. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Thomas Malthus (1776-1834)<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Tais teorias econ\u00f4micas foram\nconsideradas otimistas por v\u00e1rios pensadores da economia cl\u00e1ssica, entre os\nquais, o tamb\u00e9m brit\u00e2nico Thomas Robert Malthus. Autor de o <em>Ensaio sobre o Princ\u00edpio\nda Popula\u00e7\u00e3o; <\/em>&nbsp;livro em que ele defendia\nque, a proposta de prosperidade de Smith, n\u00e3o se efetivaria na medida, em que,\no crescimento populacional seria sempre maior que a produ\u00e7\u00e3o. Ou seja, segundo ele,\na produ\u00e7\u00e3o crescia em termos aritm\u00e9ticos e a popula\u00e7\u00e3o em termos geom\u00e9tricos.\nPessimista, &nbsp;Malthus n\u00e3o acreditava na\nabund\u00e2ncia e prosperidade que, segundo Smith seria trazida pelo trabalho, mas\nprevia um cen\u00e1rio de escassez e fome, surtos de mis\u00e9ria que, aos poucos, levaria\no mundo todo ao caos. &nbsp;Dizia ele \u201c<em>O\nhomem que nasce num mundo que j\u00e1 tem donos, se n\u00e3o puder obter de seus pais a\nsubsist\u00eancia a nenhum direito possui de reivindicar a menor propor\u00e7\u00e3o de\nalimentos e, em tem a fazer aqui. Na poderosa festa da Natureza, n\u00e3o h\u00e1 lugar\npara ele. A Natureza lhe diz para ir embora\u201d.<\/em> (Malthus, T.R. Ensaio sobre o\nPrinc\u00edpio da Popula\u00e7\u00e3o)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"388\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2019\/10\/9506f8fd86223affc4ff7e2a1c402db1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-448\" srcset=\"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2019\/10\/9506f8fd86223affc4ff7e2a1c402db1.jpg 600w, https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2019\/10\/9506f8fd86223affc4ff7e2a1c402db1-300x194.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption>Crescimento Populacional<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Na vis\u00e3o Malthusiana, os pr\u00f3prios\npobres s\u00e3o os \u00fanicos respons\u00e1veis pelas suas pobrezas pois, a seus olhos, s\u00e3o\neles quem mais procriavam. E, para criticar o instinto natural da procria\u00e7\u00e3o\nque, em sua vis\u00e3o, os pobres possu\u00edam em maior intensidade, ele constr\u00f3i um\nargumento que, aparentemente, encontra em outra lei natural a sua justificativa.\nAfirma: <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>Em todo o reino animal e vegetal a Natureza dispersou as sementes da vida com m\u00e3o profusa e liberal; mas foi relativamente mesquinha quanto ao espa\u00e7o e \u00e0 capacidade de alimenta\u00e7\u00e3o necess\u00e1rios para sustentar tais sementes. A ra\u00e7a das plantas e a ra\u00e7a dos animais reduziram-se sob essa grande lei restritiva, e a ra\u00e7a do homem n\u00e3o pode por nenhum esfor\u00e7o dela escapar.<\/em>(Malthus, T. R. Ensaio sobre o Princ\u00edpio da Popula\u00e7\u00e3o)<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Malthus estava errado, na\nverdade, suas ideias eram racistas e visavam resguardar o acesso as benesses\nproduzidas apenas \u00e0 pequena elite dos pa\u00edses industrializados. Ele estava\nerrado tamb\u00e9m porque n\u00e3o viu, ou n\u00e3o quis enxergar que as inova\u00e7\u00f5es\ntecnol\u00f3gicas iriam aumentar tamb\u00e9m de forma brutal a produ\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia para\ngrande parte do mundo. Mesmo assim, suas teorias foram usadas para defender o\ncontrole de natalidade em pa\u00edses pobres e a efic\u00e1cia de guerras e pestes como\num mal necess\u00e1rio para&nbsp; frear o\ncrescimento populacional. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Infelizmente, os seus pensamentos\nvoltaram a ganhar for\u00e7a com o pensamento neomalthusiano que, em pleno s\u00e9culo\nXXI, defende que os recursos naturais produzidos n\u00e3o s\u00e3o suficientes para toda\na humanidade e que, por conta disto, devem ser tomadas medidas radicais como as\npropostas por aquele velho pensador ingl\u00eas. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>David Ricardo (1722-1823)<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">&nbsp;A economia cl\u00e1ssica ganhou um novo impulso com\no aparecimento da obra <em>Princ\u00edpios de Economia Pol\u00edtica e Tributa\u00e7\u00e3o<\/em>, de\nautoria de David Ricardo. O ingl\u00eas ampliou o pensamento de Smith ao afirmar que\nexiste uma rela\u00e7\u00e3o entre a renda dos trabalhadores e a renda dos propriet\u00e1rios\ne capitalistas. &nbsp;David Ricardo analisa\ncada uma delas e conclui que a renda de cada trabalhador \u00e9 suficiente apenas\npara prover sua sobreviv\u00eancia e, consequentemente, ele est\u00e1 condenado a uma\neterna mis\u00e9ria. J\u00e1 os capitalistas, no que diz respeito \u00e0 renda, ver\u00e3o seu lucros\ndiminu\u00edrem na medida em que eles se veem for\u00e7ados a gastar com o pagamento de\nmaiores sal\u00e1rios aos trabalhadores, enquanto, por outro lado, o esgotamento do\nsolo f\u00e9rtil e a explos\u00e3o demogr\u00e1fica, dificultar\u00e1 o atendimento da demanda de\nalimentos, o que por sua vez, provocaria uma eleva\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os das\nmercadorias, encarecendo o custo de vida. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Aos poucos, tais teorias refor\u00e7am\na ideia do dinheiro como um&nbsp; meio de\ntroca e&nbsp; a terra a interven\u00e7\u00e3o do Estado\nv\u00e3o ficando cada vez mais representativas do passado arcaico e improdutivo.&nbsp;&nbsp; Estava sendo ampliado a teoria do livre\nmercado. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>John Stuart Mill (1806-1873)<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">John Stuart Mill ganhou\nreconhecimento por desenvolver a j\u00e1 conhecida teoria do fundo de sal\u00e1rios. Uma\nesp\u00e9cie de fundo total dispon\u00edvel aos trabalhadores, a qual determinaria os\nsal\u00e1rios. Mas enquanto a maior parte dos pensadores cl\u00e1ssicos considerava esse\nfundo igual ao capital total, Mill o concebia como o m\u00ednimo necess\u00e1rio para\ncomprar a m\u00e3o-de-obra, ou seja, a for\u00e7a produtiva. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Resumindo, de uma forma ou de\noutra, todas as teorias econ\u00f4micas gestadas no bojo da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial\nprimavam pela divis\u00e3o internacional do trabalho que davam a alguns pa\u00edses a\nfun\u00e7\u00e3o de produziriam alimentos e mat\u00e9rias-primas, &nbsp;e a outros manufaturas, que beneficiaria,\nlogicamente, os pa\u00edses industrializados, em detrimento dos pa\u00edses pobres que\neram amplamente explorados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2019\/10\/poor-1775239_1920-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-450\" srcset=\"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2019\/10\/poor-1775239_1920-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2019\/10\/poor-1775239_1920-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2019\/10\/poor-1775239_1920-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2019\/10\/poor-1775239_1920.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Estava lan\u00e7ado o liberalismo\ncl\u00e1ssico, que ditaria as a\u00e7\u00f5es governamentais dos pa\u00edses mais desenvolvidos\ndurante todo o s\u00e9culo XIX, estendendo-se at\u00e9 o in\u00edcio do s\u00e9culo. Tal doutrina s\u00f3\nfoi revista pelos seus defensores com a quebra da bolsa de Nova Iorque, em\n1929. A partir da\u00ed, a socialdemocracia ganharia cada vez mais for\u00e7a deixando &nbsp;o liberalismo em segundo plano. Contudo, as\nideias preconizadas pelo liberalismo, ressurgiram neste s\u00e9culo sob a forma do neoliberalismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Ainda hoje encontramos\npensadores, pol\u00edticos e economistas defendendo o livre com\u00e9rcio, o Estado m\u00ednimo,\nprivatiza\u00e7\u00f5es, a ideia de um mercado auto regulado pela lei da oferta e da\nprocura e teorias racistas para a diminui\u00e7\u00e3o populacional, sobretudo nos pa\u00edses\npobres, e a supress\u00e3o dos direitos trabalhistas. De fato, o mundo em que\nvivemos foi moldado de forma t\u00e3o veemente por aqueles antigos pensadores que\nainda hoje se sente a sua for\u00e7a empurrando as camadas pobres para o sub emprego\ne explora\u00e7\u00e3o crescente.&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<p>Bibliografia<\/p>\n\n\n\n<p>DICION\u00c1RIO de Ci\u00eancias\nSociais. 2. ed. Rio de Janeiro: FGV, 1987.<\/p>\n\n\n\n<p>MARX,\nKarl. Divis\u00e3o do trabalho e manufatura. In: _____. <em>O capital: <\/em>cr\u00edtica\nda economia pol\u00edtica. 11. ed. S\u00e3o Paulo: Bertrand Brasil-Difel, 1987. L. I. v. 1.<\/p>\n\n\n\n<p>__________.\nPosf\u00e1cio da 2. ed. In: <em>O capital:<\/em>\ncr\u00edtica da economia pol\u00edtica. 8. ed. Tradu\u00e7\u00e3o: Reginaldo Santana. S\u00e3o Paulo:\nDifel, 1982.<\/p>\n\n\n\n<p>SAVIANI,\nDermeval. <em>Escola e democracia<\/em>.&nbsp; 31. ed.\nCampinas\/SP: Autores Associados, 1997.<\/p>\n\n\n\n<p>SMITH, Adam. <em>A riqueza das na\u00e7\u00f5es<\/em>. S\u00e3o Paulo: Nova Cultural, 1996. v. 2.<\/p>\n\n\n\n<p>WEFFORT,\nFrancisco. (Org.). Apresenta\u00e7\u00e3o. In: ______. <em>Cl\u00e1ssicos da pol\u00edtica<\/em>. 2. ed. S\u00e3o Paulo: \u00c1tica, 1991. v. 1. p. 7-10.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O liberalismo econ\u00f4mico ou liberalismo econ\u00f3mico \u00e9 uma ideologia baseada na organiza\u00e7\u00e3o da economia em linhas individualistas, rejeitando intervencionismo estatal, o que significa que o maior n\u00famero poss\u00edvel de decis\u00f5es econ\u00f4micas s\u00e3o tomadas pelas empresas e indiv\u00edduos e n\u00e3o pelo Estado ou por organiza\u00e7\u00f5es coletivas. Mas quais seriam as  contradi\u00e7\u00f5es de um sistema no qual acredita-se que o mercado seja capaz de auto regular e ainda que o Estado n\u00e3o deva interferir nas quest\u00f5es econ\u00f4micas ou sociais? Saiba neste post<\/p>\n","protected":false},"author":209,"featured_media":446,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[3,59,137,53,4,211,155,203],"tags":[64,70,67,72,73,74,66,68,71,69,60,75],"class_list":["post-445","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencias","category-enem","category-historia-contemporanea","category-historia-conteudo-e-metodo","category-historiografia","category-liberalismo-economico","category-revolucao-americana","category-revolucao-francesa","tag-revolucaoindustrial","tag-absoltutismo","tag-adam-smith","tag-enem","tag-historia-mundia","tag-inglaterra","tag-liberalismo-economico","tag-livre-comercio","tag-mercantilismo","tag-oferta-e-procura","tag-revolucao-fracesa","tag-teorias-economicas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/445","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/users\/209"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=445"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/445\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":726,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/445\/revisions\/726"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/media\/446"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=445"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=445"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=445"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}