{"id":555,"date":"2020-09-29T12:17:27","date_gmt":"2020-09-29T15:17:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/?p=555"},"modified":"2020-09-29T12:17:27","modified_gmt":"2020-09-29T15:17:27","slug":"inglaterra-rainha-dos-mares-dominadora-de-mentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/2020\/09\/29\/inglaterra-rainha-dos-mares-dominadora-de-mentes\/","title":{"rendered":"Inglaterra, Rainha dos Mares,  dominadora de mentes."},"content":{"rendered":"\n<p>A Inglaterra alargou sua expans\u00e3o\nimperial ao longo do s\u00e9culo XIX, devido ao seu grande poderio mar\u00edtimo baseado\nno \u201cdom\u00ednio dos mares\u201d, ou seja, uma vis\u00e3o do mar como uma poss\u00edvel rota\ncomercial. Esta antiga vis\u00e3o, deita origens no inicio do reinado da Dinastia\nTudor e se consolidou como uma politica bem sucedida que culminou com o advento\ndo imperialismo tal como conhecemos. <\/p>\n\n\n\n<p>Foi no reinado de Elisabeth I,\nque a Inglaterra se tornou a maior pot\u00eancia econ\u00f4mica, pol\u00edtica e cultural da\nEuropa, tornando o per\u00edodo conhecido como a \u201cEra de Ouro\u201d inglesa. A rainha foi\nrespons\u00e1vel pelo bom desempenho do governo da Dinastia Tudor. Ainda em vida,\nela viu a alcunha de \u201cRainha dos Mares\u201d se tornar realidade, o t\u00edtulo passara\ndo Reino de Espanha para agora a nova senhora mar\u00edtima. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2020\/09\/Elizabeth_I_rainha-inglaterra_1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-556\" width=\"357\" height=\"284\" srcset=\"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2020\/09\/Elizabeth_I_rainha-inglaterra_1.jpg 750w, https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2020\/09\/Elizabeth_I_rainha-inglaterra_1-300x239.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 357px) 100vw, 357px\" \/><figcaption>Rainha Elizabeth I<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Talvez o intuito de preservar\nsuas rotas mar\u00edtimas para as \u00cdndias, demonstre o pragmatismo brit\u00e2nico com que\nlevou a cabo, ao longo dos s\u00e9culos, a sua supremacia nos mares. <\/p>\n\n\n\n<p>Em \u00c1frica, a costa oeste, do Golfo\nda Guin\u00e9 foi o lugar de v\u00e1rios portos que possibilitaram a chegada &nbsp;ao Cabo da Boa Esperan\u00e7a. Uma vez ali, puderam\nnavegar at\u00e9 as \u00cdndias, no Oceano \u00cdndico.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Mal\u00e1sia conseguiram acesso ao\nEstreito de Malaca, a porta de entrada mar\u00edtima para a grande imp\u00e9rio chin\u00eas que\npassou a sofrer o ass\u00e9dio brit\u00e2nico constante que tentava a todo custo romper\nsuas barreiras comerciais. Uma vez em Hong Kong, o caminho estava aperto o\nmercado estabelecido, mesmo que n\u00e3o sem protestos e lutas do povo chin\u00eas que\nviu sua cultura milenar ser pulverizada diante das for\u00e7as brit\u00e2nicas. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, na Am\u00e9rica, ao se situarem\nem Cabo de Hornos, no Chile, anexaram as Ilhas Malvinas, no Atl\u00e2ntico Sul,\nbatizando-as de Falklands Isands, dominando a regi\u00e3o e outros portos do\nPac\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>No Mar Mediterr\u00e2neo, a abertura\ndo Canal de Suez reduziu sensivelmente o tempo e o custo das viagens para as\n\u00cdndias. Da\u00ed, foi mais f\u00e1cil ocupar militarmente o Egito, adquirir Chipre e, &nbsp;estabelecer de Protetorados na Som\u00e1lia, agora \u201cBrit\u00e2nica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, militarmente, os brit\u00e2nicos\ninstalaram seus dom\u00ednios em territ\u00f3rios e portos pelo mundo expandindo o dom\u00ednio\n&nbsp;Brit\u00e2nico em locais estrat\u00e9gicos nas\nprincipais grande rotas mar\u00edtimas comerciais. A rainha dos mares estava senhora\ndo mundo e de si. <\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disto, Londres controlava a\nmaioria dos grandes cabos transoce\u00e2nicos de comunica\u00e7\u00e3o que, entre 1865 e 1914,\nconstitu\u00edram uma rede de comunica\u00e7\u00e3o mundial usada tanto para fins militares\ncomo comerciais, em que inclusive o Brasil, gra\u00e7as ao Bar\u00e3o de Mau\u00e1, passou a\nligar o Pa\u00e7o Imperial \u00e0 capital londrina. D. Pedro II e o Parlamento Ingl\u00eas conectados\nvia cabo submerso por baixo da Bahia Guanabara. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cTempo \u00e9 dinheiro\u201d e o controle dele tamb\u00e9m, e para control\u00e1-lo, &nbsp;a fim de sincronizar suas transa\u00e7\u00f5es comerciais, a Inglaterra imp\u00f4s a ado\u00e7\u00e3o do o tempo hor\u00e1rio de Greenwich para fixar os fusos hor\u00e1rios mundiais. <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"alignright size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"183\" height=\"276\" src=\"http:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2020\/09\/big-bang.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-558\" \/><figcaption>Big Ben &#8211; Londres<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>At\u00e9 1870, a Gr\u00e3-Bretanha incentivou\no livre com\u00e9rcio at\u00e9 a d\u00e9cada de 1870. &nbsp;No\nfinal do s\u00e9culo, ela j\u00e1 desejava uma \u00e1rea comercial protegida dentro de seu\nimp\u00e9rio, embora, a maior parte de seus lucros viesse do &#8220;imp\u00e9rio\ninformal&#8221; criado pelos investimentos brit\u00e2nicos em todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, as estruturas sociais foram modificadas aos longo dos s\u00e9culos, tendo como aliadas nesta domina\u00e7\u00e3o, um forte afluxo de migrantes brit\u00e2nicos para as col\u00f4nias brit\u00e2nicas ao redor do mundo, bem como a multiplica\u00e7\u00e3o de Sociedades Mission\u00e1rias Crist\u00e3s que no intuito de levar a f\u00e9, espalhavam tamb\u00e9m a cultura inglesa ao mesmo tempo que pressionavam pelo fim do odioso com\u00e9rcio negreiro e o fim da escravid\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Mas isto j\u00e1 \u00e9 outra hist\u00f3ria, ali\u00e1s, a continua\u00e7\u00e3o da mesma, mas de um outro ponto de vista que &nbsp;demonstra que, ao fim ao cabo, a press\u00e3o pelo fim do tr\u00e1fico negreiro foi de fato uma bandeira dos protestantes brit\u00e2nicos, mas n\u00e3o deixou de ser possuir um forte apelo capitalista. <\/p>\n\n\n\n<p>(J\u00falio C\u00e9sar Medeiros, prof. Dr. Hist\u00f3ria Contempor\u00e2nea da Universidade Federal Fluminense)<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.the-map-as-history.com\/European-colonization-19th-20th-centuries\/British-Empire-construction\">https:\/\/www.the-map-as-history.com\/European-colonization-19th-20th-centuries\/British-Empire-construction<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Rule,_Britannia!\">https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Rule,_Britannia!<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Inglaterra alargou sua expans\u00e3o imperial ao longo do s\u00e9culo XIX, devido ao seu grande poderio mar\u00edtimo baseado no \u201cdom\u00ednio dos mares\u201d, ou seja, uma vis\u00e3o do mar como uma poss\u00edvel rota comercial. 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