{"id":794,"date":"2022-06-30T17:30:25","date_gmt":"2022-06-30T20:30:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/?p=794"},"modified":"2022-06-30T18:43:53","modified_gmt":"2022-06-30T21:43:53","slug":"cidadaos-apaticos-ou-apenas-excluidos-do-poder","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/2022\/06\/30\/cidadaos-apaticos-ou-apenas-excluidos-do-poder\/","title":{"rendered":"Cidad\u00e3os ap\u00e1ticos ou apenas exclu\u00eddos do poder?"},"content":{"rendered":"\n<p>RESENHA<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Por: Pollyana Feitosa &#8211; Aluna do 5\u00b0 Per\u00edodo de Hist\u00f3ria, Universidde Federal Fluminense.<\/p>\n\n\n\n<p>CARVALHO, Jos\u00e9 Murilo de.&nbsp;<strong>Os Bestializados<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras. [3\u00aa ed., 2001.]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">&nbsp;&nbsp; &nbsp;\n&nbsp; &nbsp; O historiador e cientista pol\u00edtico Jos\u00e9 Murilo de Carvalho nasceu\nem Andrel\u00e2ndia, Minas Gerais, no dia 8 de setembro de 1939. Graduou-se em\nSociologia e Pol\u00edtica pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1965.\nObteve seu mestrado e doutorado em ci\u00eancias pol\u00edticas na universidade de\nStanford, com tese sobre &nbsp;o Imp\u00e9rio\nbrasileiro. Foi eleito para a Academia Brasileira de Ci\u00eancias em 2003 e para a\nAcademia Brasileira de Letras em 2004, tendo organizado e publicado 19 livros e\nmais de 100 artigos cient\u00edficos. Suas pesquisas se concentram no Brasil Imp\u00e9rio\ne Primeira Rep\u00fablica, com destaque nos assuntos sobre a constru\u00e7\u00e3o da cidadania\nbrasileira e republicanismo ressaltando as suas especificidades. Suas\nprincipais obras s\u00e3o: A Constru\u00e7\u00e3o da Ordem: A Elite Pol\u00edtica Imperial\npublicado em 1980; Os bestializados: O Rio de Janeiro e a Rep\u00fablica que n\u00e3o foi\n(1987); Teatro de sombras: A Pol\u00edtica Imperial (1988); A forma\u00e7\u00e3o das almas: O\nImagin\u00e1rio da Rep\u00fablica no Brasil (1990). Em sua trajet\u00f3ria acad\u00eamica ele\nrecebeu cerca de 12 pr\u00eamios e medalhas, dentre eles o pr\u00eamio Jabuti de ci\u00eancias\nsociais.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2022\/06\/514ughn1zGL._SY344_BO1204203200_QL70_ML2_.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-798\" width=\"198\" height=\"297\" srcset=\"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2022\/06\/514ughn1zGL._SY344_BO1204203200_QL70_ML2_.jpg 231w, https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2022\/06\/514ughn1zGL._SY344_BO1204203200_QL70_ML2_-200x300.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 198px) 100vw, 198px\" \/><figcaption>Capa do livro<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><em>Os bestializados e a\nrep\u00fablica que n\u00e3o foi<\/em>, livro objeto desta resenha,\nse tornou um cl\u00e1ssico da historiografia brasileira, no qual o autor analisa o\nquadro de instaura\u00e7\u00e3o do novo regime, a Rep\u00fablica. Vale a\npena ressaltar, que o livro \u00e9 dividido em cinco\ncap\u00edtulos, 196 p\u00e1ginas e um interessante caderno de fotos ao final mostrando a\nvis\u00e3o da \u00e9poca. A escolha do autor de trazer estas ilustra\u00e7\u00f5es enriquecem a leitura\ne proporciona ao leitor uma experi\u00eancia de\nimers\u00e3o naquela realidade. Desse modo, o objetivo desta resenha \u00e9 fazer um\npanorama dos cap\u00edtulos e ressaltar a import\u00e2ncia desta obra para a\nhistoriografia, seus engajamentos e metodologia. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Na introdu\u00e7\u00e3o, &nbsp;o\nautor deixa evidente que vai debru\u00e7ar-se sob a cidade do Rio de Janeiro, delimitando\no seu recorte temporal que vai da transi\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio para a Rep\u00fablica,\nchegando &nbsp;at\u00e9 o governo de Rodrigues\nAlves. Ao discorrer da leitura, percebe-se que o autor dialoga com diversos\nintelectuais, isto por sua vez, tamb\u00e9m comp\u00f5e a sua narrativa onde o autor\nevidencia a percep\u00e7\u00e3o que essas atores sociais tinham acerca do povo. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Logo no in\u00edcio do texto, Carvalho destaca uma frase dita pelo m\u00e9dico residente do Brasil, Loius Couty, que ao analisar a situa\u00e7\u00e3o sociopol\u00edtica da popula\u00e7\u00e3o brasileira, &nbsp;concluiu: <em>\u201co Brasil n\u00e3o tem povo\u201d<\/em>. Carvalho ressalta que essa frase pode ser consequ\u00eancia de uma distor\u00e7\u00e3o elitista e de um etnocentrismo franc\u00eas, pois a partir da Vis\u00e3o de Couty, fica subentendido que o povo brasileiro n\u00e3o tinha qualquer consci\u00eancia pol\u00edtica e alheio \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es sociais que ocorriam naquele tempo. Portanto, o objetivo do autor \u00e9 tentar o de tecer uma reflex\u00e3o sobre a pr\u00e1tica da cidadania no Brasil Rep\u00fablica. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">No primeiro cap\u00edtulo, <em>O\nRio de Janeiro e a Rep\u00fablica<\/em>, o autor explica que o objetivo dele \u00e9 tentar\ndescrever sumariamente a natureza das mudan\u00e7as de transforma\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas,\nsociais, pol\u00edtica e cultural, e examinar as suas consequ\u00eancias para a vida dos\nfluminenses, enfatizando o impacto do novo regime, que de certa forma, estava\nancorado na opini\u00e3o p\u00fablica. Carvalho analisa, portanto, dados de crescimento\npopulacional, aumento do n\u00famero de imigrantes, sobretudo portugueses, e as condi\u00e7\u00f5es nas quais estes &nbsp;trabalhadores tiveram que conviver e se\nadaptarem \u00e0s novas condi\u00e7\u00f5es de vida, baixos\nsal\u00e1rios, falta de moradia, escassez de empregos, saneamento b\u00e1sico etc. Outro\nponto importante levantado neste cap\u00edtulo e que a historiadora Cidinha Brito\nressalta em sua an\u00e1lise, \u00e9 a quest\u00e3o da \u201cFebre especulativa\u201d <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">(&#8230;) ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o surgiram\nmuitos problemas econ\u00f4micos que, contribu\u00edram para uma \u201cfebre especulativa\u201d.\nDesde o imp\u00e9rio, vinha sendo emitido dinheiro para pagamento de sal\u00e1rios, que\nagora os cafeicultores tinham que dispor. [\u2026] \u201cpor dois anos, o novo regime\npareceu uma aut\u00eantica rep\u00fablica de banqueiros, onde a lei era enriquecer a todo\ncusto com dinheiro de especula\u00e7\u00e3o\u201d (p\u00e1g. 20). A infla\u00e7\u00e3o, a queda do c\u00e2mbio, o\naumento da imigra\u00e7\u00e3o fez aumentar o custo de vida, al\u00e9m dos pre\u00e7os altos, os\nmoradores da cidade do rio tinham de lidar com a constante disputa por\ntrabalho, o que foi a causa do surgimento do movimento jacobino em 1898.\n(Cidinha Brito, 2016.)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">No cap\u00edtulo seguinte, <em>Rep\u00fablica\ne Cidadania<\/em>, o autor ressalta que o fim do Imp\u00e9rio e o in\u00edcio da Rep\u00fablica\nfoi uma \u00e9poca caracterizada por uma grande movimenta\u00e7\u00e3o no campo das ideias,\nque em geral foram importadas da Europa, gerando, portanto, uma grande confus\u00e3o\nideol\u00f3gica, tendo em vista que essas ideias na maioria das vezes eram mal\nabsorvidas ou de certo modo incorporadas de forma seletiva. Carvalho aponta neste\ncap\u00edtulo para o conceito de povo, sua exist\u00eancia, e o fato de ter sido \u00fatil na\ninstrumentaliza\u00e7\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em alguns setores que lutavam pela amplia\u00e7\u00e3o\nda cidadania. Nele, o autor analisa, ainda, os conservadores e os anarquistas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">No\ncap\u00edtulo&nbsp; <em>Cidad\u00e3os inativos: a absten\u00e7\u00e3o eleitoral<\/em>, &nbsp;Carvalho inicia o texto com abordando um ponto\nchave para o entendimento do contexto da \u00e9poca, ele destaca que a efervesc\u00eancia\nideol\u00f3gica nos per\u00edodos iniciais da Rep\u00fablica e as conflitantes propostas de\ncidadania apontavam tanto para a insatisfa\u00e7\u00e3o com o passado, quanto para uma incerteza\nem rela\u00e7\u00e3o ao futuro. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que o comportamento pol\u00edtico brasileiro\nera visto como ap\u00e1tico, por\u00e9m o autor chama a aten\u00e7\u00e3o da necessidade de se ter\ncuidado, evitando uma an\u00e1lise apressada que, sem uma vis\u00e3o cr\u00edtica, tome a fala\nda elite como verdade. &nbsp;O fato \u00e9 que os\nestrangeiros buscavam no Brasil um cidad\u00e3o ao estilo europeu, e se frustraram\nao ver que o povo fluminense n\u00e3o se encaixava nos moldes euroc\u00eantricos. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"620\" height=\"349\" src=\"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2022\/06\/Bonde_virado_Revolta_da_Vacina-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-804\" srcset=\"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2022\/06\/Bonde_virado_Revolta_da_Vacina-1.jpg 620w, https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2022\/06\/Bonde_virado_Revolta_da_Vacina-1-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><figcaption>Bonde virado por manifestantes durante a Revolta, em 1910.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">No cap\u00edtulo <em>Cidad\u00e3os ativos: a Revolta da vacina<\/em>, talvez o mais conhecido e citado dentre todo o livro, o objetivo do autor \u00e9 tentar capturar o que seria a concep\u00e7\u00e3o dos direitos e deveres nas rela\u00e7\u00f5es entre indiv\u00edduo e Estado, analisando a maior participa\u00e7\u00e3o popular, a Revolta da Vacina, esclarecendo a composi\u00e7\u00e3o popular insurgente e as suas motiva\u00e7\u00f5es. Carvalho apresenta ent\u00e3o o contexto social do Rio de Janeiro; as reformas urbanas; as obras p\u00fablicas; a quest\u00e3o do saneamento b\u00e1sico e a pol\u00eamica da implementa\u00e7\u00e3o da vacina obrigat\u00f3ria contra a var\u00edola cunhado pelo m\u00e9dico sanitarista Oswaldo Cruz, que, por ser obrigat\u00f3rias gerou grande &nbsp;agita\u00e7\u00e3o popular. Neste momento, com maestria, Carvalho, descreve ao leitor o que aconteceu durante a Revolta, dia ap\u00f3s dia, &nbsp;com riquezas de detalhes que reconstroem um cen\u00e1rio social caoticamente conturbado, e ressalta: \u201cO mais importante era mostrar ao governo que ele n\u00e3o p\u00f5e o p\u00e9 no pesco\u00e7o do povo\u201d. (Carvalho, 2001:193).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">No \u00faltimo cap\u00edtulo, <em>Bestializados ou bilontras?<\/em> Carvalho ressalta que, evidentemente, havia algo no comportamento popular que ia de forma contr\u00e1ria ao modelo e expectativa dos reformistas tanto da elite quanto da classe oper\u00e1ria, a ideia de cidad\u00e3o ativo consciente de seus direitos e deveres capaz de organizar-se entre si. O autor salienta que o esp\u00edrito associativo se manifestava nas sociedades religiosas e de aux\u00edlio m\u00fatuo, nas grandes festas onde a popula\u00e7\u00e3o entendia-se como uma comunidade. Em contrapartida, no \u00e2mbito da pol\u00edtica a cidade n\u00e3o se reconhecia, segundo ele o citadino n\u00e3o era cidad\u00e3o, portanto era inexistente a comunidade pol\u00edtica o que explica a apatia do povo perante o Estado. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cNo entanto, o povo n\u00e3o se envia politicamente, o poder n\u00e3o lhes fazia sentido nenhum, n\u00e3o levavam a rep\u00fablica a s\u00e9rio. para eles, \u2018o bestializado era quem levasse a pol\u00edtica a s\u00e9rio, era o que se prestasse a manipula\u00e7\u00e3o\u2019. Ao contr\u00e1rio do \u201cquadro pintado\u201d por   Aristides Lobo \u2018quem apenas assistia, como fazia o povo do rio por ocasi\u00e3o das grandes transforma\u00e7\u00f5es realizadas a sua revelia, estava longe de ser bestializado era bilontra\u2019.\u201d <\/p><cite> (Cidinha Brito, 2016.)<br> <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Desse\nmodo, Carvalho conclui retomando a discuss\u00e3o iniciada no in\u00edcio, em torno dos seguintes\ntemas e suas interrela\u00e7\u00f5es: &nbsp;o regime\npol\u00edtico; a &nbsp;cidade; e a cidadania.\nExplica tamb\u00e9m que, a rela\u00e7\u00e3o da rep\u00fablica com a cidade s\u00f3 serviu para agravar\no \u201cdivorcio\u201d entre as duas e a cidadania. Para a maioria dos cidad\u00e3os o poder\npermanecia fora do alcance, e por isto o povo parecia um mero figurante nestas\nquest\u00f5es. Neste sentido, a partir do impedimento de ser ou fazer parte desta Rep\u00fablica,\no povo formou v\u00e1rias rep\u00fablicas atrav\u00e9s das associa\u00e7\u00f5es, institui\u00e7\u00f5es e\nmanifesta\u00e7\u00f5es sociais constru\u00eddo assim a sua pr\u00f3pria identidade coletiva.&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\u00c0 guisa de conclus\u00e3o, podemos dizer que as fontes utilizadas pelo\nhistoriador s\u00e3o claras e o seu uso consistente, demonstra o seu vasto\nrepert\u00f3rio. Seus argumentos e as suas an\u00e1lises s\u00e3o constru\u00eddas de forma muito\nbem estruturada e os cap\u00edtulos sempre se complementam. O autor faz uso de uma\nvasta fonte bibliogr\u00e1fica, al\u00e9m do uso de um vasto acervo documental.&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">De modo geral, apesar de ter seu trabalho reconhecido no meio acad\u00eamico e um constar entre os cl\u00e1ssicos da Historiografia, ele pode e deve ser lido &nbsp;pelo grande p\u00fablico, que encontrar\u00e1 uma linguagem clara e inteligente se tornando uma leitura obrigat\u00f3ria para todos os que quiserem entender o que foi a Rep\u00fablica que n\u00e3o foi. <\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS:<\/h3>\n\n\n\n<p>CARVALHO, Jos\u00e9 Murilo de.&nbsp;<strong>Os Bestializados<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Companhia\ndas Letras. [3\u00aa ed., 2001.]<\/p>\n\n\n\n<p>E. P. Thompson, &#8220;Costumes em comum.\nEstudos sobre a cultura popular tradicional&#8221;, Companhia das Letras, 1998.<\/p>\n\n\n\n<p>E. P. Thompson, &#8220;A hist\u00f3ria vista de baixo&#8221;, Editora da Unicamp, 2001<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Sites<\/h3>\n\n\n\n<p>BRITO,\nCidinha. Livro de Jos\u00e9 Murilo de Carvalho destaca o fato da instaura\u00e7\u00e3o do novo\nregime ter passado despercebido pela sociedade da \u00e9poca. <strong>Biblioo cultura informacional<\/strong>, 2016. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/biblioo.info\/os-bestializados-rio-de-janeiro-e-a-republica-que-nao-foi\">https:\/\/biblioo.info\/os-bestializados-rio-de-janeiro-e-a-republica-que-nao-foi<\/a> . Acesso em 30 ago.\n2021. <\/p>\n\n\n\n<p>CARVALHO, Jos\u00e9 Murilo de. A nova historiografia e o imagin\u00e1rio da Rep\u00fablica. <strong>Revista do programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em hist\u00f3ria, <\/strong>1993. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/seer.ufrgs.br\/anos90\/issue\/view\/599\">https:\/\/seer.ufrgs.br\/anos90\/issue\/view\/599<\/a> . Acesso em 30 ago. 2021.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-wordpress wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-biblioo\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/biblioo.info\/os-bestializados-rio-de-janeiro-e-a-republica-que-nao-foi\/\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os bestializados e a rep\u00fablica que n\u00e3o foi, livro objeto desta resenha, se tornou um cl\u00e1ssico da historiografia brasileira, no qual o autor analisa o quadro de instaura\u00e7\u00e3o do novo regime, a Rep\u00fablica. <\/p>\n","protected":false},"author":209,"featured_media":802,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[10,322,59,2,137,4,321,1],"tags":[329,328,330,72,331,326,327,323,332,324,325],"class_list":["post-794","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-antropologia","category-brasil-republica","category-enem","category-historia","category-historia-contemporanea","category-historiografia","category-resenha","category-sem-categoria","tag-a-republica-que-nao-foi","tag-brasil-republica","tag-cidadania","tag-enem","tag-fuvest","tag-historiografia","tag-jose-murilo-de-carvalho","tag-os-bestializados","tag-passei-direto","tag-resenha","tag-resenha-critica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/794","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/users\/209"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=794"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/794\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":811,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/794\/revisions\/811"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/media\/802"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=794"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=794"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=794"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}