{"id":874,"date":"2024-12-11T22:20:13","date_gmt":"2024-12-12T01:20:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/?p=874"},"modified":"2024-12-11T22:35:21","modified_gmt":"2024-12-12T01:35:21","slug":"a-revolta-dos-males-resistencia-cultural-e-o-legado-da-luta-do-povo-preto-o-hati-e-logo-ali","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/2024\/12\/11\/a-revolta-dos-males-resistencia-cultural-e-o-legado-da-luta-do-povo-preto-o-hati-e-logo-ali\/","title":{"rendered":"A Revolta dos Mal\u00eas, Resist\u00eancia Cultural e o Legado da luta do povo preto: O Hati \u00e9 logo ali"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sinopse:<\/h2>\n\n\n\n<p>O <strong>Bloco Carnavalesco Filhos de Gandhi<\/strong> apresenta, com orgulho, como tem\u00e1tica para o carnaval de 2025 a emblem\u00e1tica <strong>Revolta dos Mal\u00eas<\/strong>, um marco indel\u00e9vel da resist\u00eancia negra no Brasil, que ecoa at\u00e9 os dias de hoje. O desfile deste ano n\u00e3o se limita a celebrar a hist\u00f3ria de luta e bravura dos africanos mu\u00e7ulmanos que se insurgiram contra a opress\u00e3o escravista; \u00e9 um tributo \u00e0 mem\u00f3ria daqueles que, com coragem e f\u00e9, desafiaram o sistema que os aprisionava.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2024\/12\/Afoxe-Filhos-de-Gandhi-Rio-carnaval-2024-3-1024x683-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-881\" srcset=\"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2024\/12\/Afoxe-Filhos-de-Gandhi-Rio-carnaval-2024-3-1024x683-2.jpg 1024w, https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2024\/12\/Afoxe-Filhos-de-Gandhi-Rio-carnaval-2024-3-1024x683-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2024\/12\/Afoxe-Filhos-de-Gandhi-Rio-carnaval-2024-3-1024x683-2-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2024\/12\/Afoxe-Filhos-de-Gandhi-Rio-carnaval-2024-3-1024x683-2-120x80.jpg 120w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Em um ritmo pulsa que vibra nas\nbatidas da nossa ancestralidade, o enredo tra\u00e7a paralelos entre luta pela\nliberdade, pela preserva\u00e7\u00e3o cultural e espiritual da \u00e9poca e os desafios que o\npr\u00f3prio bloco, bem como o nosso povo preto tem enfrentado em uma sociedade cada\nvez mais injusta. Cada passo dado na avenida reverberar\u00e1 a luta cont\u00ednua pela\ndignidade e pelo reconhecimento, enquanto a hist\u00f3ria se entrela\u00e7a com o\npresente, nos lembrando que, o apagamento hist\u00f3rico social n\u00e3o passar\u00e1 inc\u00f3lume\ndiante da nossa manifesta\u00e7\u00e3o cultural. <\/p>\n\n\n\n<p>Atrav\u00e9s dessa escolha tem\u00e1tica, o\n<strong>Bloco Filhos de Gandhi<\/strong> reafirma seu compromisso em manter viva a chama\nda heran\u00e7a afro-brasileira, um fogo que brilha intensamente em meio \u00e0s\nintemp\u00e9ries e obst\u00e1culos que as organiza\u00e7\u00f5es que defendem a cultura popular,\nespecialmente a de nosso povo negro, enfrentam. Em cada canto, em cada sorriso,\nse revela a for\u00e7a de um legado que se recusa a ser silenciado, um eco de\nresist\u00eancia que se levanta contra o esquecimento, prometendo que a luta por\njusti\u00e7a e liberdade nunca cessar\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste carnaval, ao desfilarem, os\nintegrantes do <strong>Bloco Filhos de Gandhi<\/strong> n\u00e3o apenas celebram um passado\nglorioso, mas tamb\u00e9m escrevem novas p\u00e1ginas na hist\u00f3ria, relembrando que a\nresist\u00eancia \u00e9 uma heran\u00e7a que transcende gera\u00e7\u00f5es e que o legado dos Mal\u00eas vive\nnas veias de cada um que se levanta, unindo-se em um s\u00f3 grito de liberdade e\nesperan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Fundado em meio ao contexto\ncultural da <strong>Pequena \u00c1frica<\/strong>, o <strong>Bloco Afox\u00e9 Filhos de Gandhi<\/strong> possui\numa trajet\u00f3ria marcada pela resist\u00eancia e preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria ancestr\u00e1lica,\no que o torna um guardi\u00e3o das tradi\u00e7\u00f5es africanas em territ\u00f3rio carioca. O\nenredo de 2025 busca homenagear a Revolta dos Mal\u00eas, revisitando a hist\u00f3ria de\nafricanos mu\u00e7ulmanos, origin\u00e1rios de sociedades isl\u00e2micas da \u00c1frica Ocidental,\nque foram trazidos ao Brasil pelo infame com\u00e9rcio do tr\u00e1fico negreiro. Esses\nhomens e mulheres, conhecidos por sua profunda f\u00e9 e organiza\u00e7\u00e3o social,\nmantinham pr\u00e1ticas religiosas, como a leitura do Alcor\u00e3o e o uso do \u00e1rabe como\nidioma de resist\u00eancia, que se tornaram centrais para a organiza\u00e7\u00e3o da\ninsurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A escolha desse tema para o\ndesfile de 2025 reflete a pr\u00f3pria hist\u00f3ria do <strong>Bloco Afox\u00e9 Filhos de Gandhi<\/strong>,\nque, tal como os Mal\u00eas, luta pela preserva\u00e7\u00e3o de sua identidade cultural em\nmeio a adversidades. Assim como os Mal\u00eas enfrentaram o apagamento de suas\npr\u00e1ticas culturais e religiosas sob o jugo da escravid\u00e3o, o bloco Afox\u00e9 Filhos\nde Gandhi inspirado no Ijex\u00e1 Filhos de Gandhy, bloco carnavalesco criado em\nSalvador, dois anos antes e que se apresentava tocando o ijex\u00e1, e entoando na\nl\u00edngua iorub\u00e1, iniciou sua organiza\u00e7\u00e3o em torno de componentes que moravam\nafastados do per\u00edmetro urbano, provenientes das camadas mais pobres e subalternizadas\nda popula\u00e7\u00e3o. Seus integrantes moravam majoritariamente em bairros afastados da\n\u00e1rea central da cidade, sobtudo, oriundos das camadas populares mais pobres e marginalizadas\nda popula\u00e7\u00e3o carioca que, enfrentaram sucessivos processo de apagamento\nhist\u00f3rico, tal como os escravizados Mal\u00eas, com garra e resist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A Revolta dos Mal\u00eas, um levante\nminuciosamente planejado e inspirado pos escravizados isl\u00e2micos, demonstrou o\npoder de uma comunidade organizada em torno de sua identidade cultural e\nespiritual. \u201cmal\u00eas\u201d que no idioma Iorub\u00e1 significa mu\u00e7ulmano,&nbsp; contava com cerca de 600 africanos\nescravizados, cujos lideres Ahuna; Dassalu; Gustar; Pac\u00edfico Licutan; Sule ou\nNicob\u00e9; Manoel Calafete (escravizado liberto); Elesb\u00e3o do Carmo e&nbsp; Lu\u00eds Sanim; &nbsp;haviam combinado para que a revolta se\ndesse&nbsp; no final do Ramad\u00e3, m\u00eas sagrado\npara os mu\u00e7ulmanos que marcava \u201cLailat al-Qadr\u201d, a festa da Noite da Gl\u00f3ria \u2014\nocasi\u00e3o que entrou para a hist\u00f3ria como o dia da revela\u00e7\u00e3o do Cor\u00e3o a para\nMuhammad (Maom\u00e9), o profeta do islamismo. <\/p>\n\n\n\n<p>Organizados em torno de seus ideais\nde <strong>liberdade<\/strong>, irrompeu na madrugada do dia 25 de janeiro de 1835, como\num clamor audacioso contra a opress\u00e3o escravagista, &nbsp;tragicamente frustrado quando a trama de seus\nprotagonistas foi denunciada, fazendo desmoronar todo um plano cuidadosamente\nelaborado. Esses valentes escravizados urbanos, que desfrutavam de uma relativa\nliberdade de locomo\u00e7\u00e3o, sonharam com um futuro onde poderiam resgatar e\npreservar sua dignidade e identidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O esp\u00edrito isl\u00e2mico permeava a\nrevolta, manifestando-se nos abad\u00e1s brancos que adornavam os corpos dos\nrevoltosos, um traje emblem\u00e1tico da tradi\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana. Muitos deles traziam\nconsigo amuletos que continham passagens do Alcor\u00e3o escritas em \u00e1rabe, objetos\nque acreditavam conferir-lhes prote\u00e7\u00e3o contra os horrores da repress\u00e3o. Assim,\ncada elemento da vestimenta e cada amuleto carregavam a esperan\u00e7a de um\nrenascimento cultural e espiritual.<\/p>\n\n\n\n<p>As ruas de Salvador se tornaram o\npalco de intensos combates, que ecoaram por horas a fio, onde a bravura e a\ndetermina\u00e7\u00e3o desses africanos se confrontaram com a brutalidade das for\u00e7as\nopressoras. O tr\u00e1gico resultado levou \u00e0 morte de 70 homens e mulheres que\nlutavam por suas vidas e liberdade, al\u00e9m de nove integrantes das for\u00e7as que se\nopuseram a eles. A batalha final ocorreu em um local marcado pela hist\u00f3ria,\nconhecido como <strong>\u00c1gua de Meninos<\/strong>, onde muitos, encurralados, buscaram a\nsalva\u00e7\u00e3o nas \u00e1guas do mar, apenas para encontrarem a morte em suas profundezas.<\/p>\n\n\n\n<p>A Revolta dos Mal\u00eas, mesmo em seu\ntr\u00e1gico fracasso, \u00e9 um testemunho da coragem e do anseio por liberdade, uma\nchama que ainda ressoa nas almas de todos aqueles que lutam contra a opress\u00e3o e\npela dignidade.<\/p>\n\n\n\n<p>As puni\u00e7\u00f5es desferidas contra os\nenvolvidos na <strong>Revolta dos Mal\u00eas<\/strong> foram implac\u00e1veis, estendendo-se at\u00e9\nmesmo aos libertos que, de alguma forma, n\u00e3o participaram da insurrei\u00e7\u00e3o. Os\ncastigos foram severos e implac\u00e1veis: pris\u00e3o, a\u00e7oites, deporta\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o\ntornaram-se o tr\u00e1gico destino dos revoltosos. Quatro deles, Jorge da Cruz\nBarbosa (Ajahi), Pedro, Gon\u00e7alo e Joaquim, foram condenados \u00e0 morte e\nexecutados por fuzilamento, s\u00edmbolos da coragem que se ergueu contra a\nopress\u00e3o, mas que encontrou na brutalidade do sistema escravista, sua cruel puni\u00e7\u00e3o.\nJamais o poder institu\u00eddo deixaria passar em branco, os pretos africanos e\ncrioulos que ousavam sonhar com a t\u00e3o desejada liberdade. <\/p>\n\n\n\n<p>Esse levante ousado, embora tenha\nsido reprimido, contribuiu para intensificar a repress\u00e3o sobre a popula\u00e7\u00e3o de\nescravizados e libertos em Salvador, gerando um clima de medo e desconfian\u00e7a.\nUma lei aprovada naquele ano determinava que todos os africanos e descendentes\nsuspeitos de envolvimento em revoltas seriam deportados de volta ao continente\nafricano. Estat\u00edsticas revelaram que milhares de negros foram enviados de volta\n\u00e0 \u00c1frica, uma a\u00e7\u00e3o que revelava o desespero dos senhores de escravos diante da\npossibilidade de uma revolu\u00e7\u00e3o que ecoasse os ecos da <strong>Revolu\u00e7\u00e3o Haitiana<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Imbu\u00eddos deste mesmo espirito de\nluta, o <strong>Bloco Afox\u00e9 Filhos de Gandhi<\/strong> se ergue anualmente, dan\u00e7ando nas\nruas da <strong>Pequena \u00c1frica<\/strong>, onde a mem\u00f3ria ancestral pulsa com for\u00e7a. Em\nmeio a adversidades, reafirma seu compromisso com a heran\u00e7a cultural e entoa um\npoderoso canto de liberdade. O enredo de 2025, ao lembrar a coragem indom\u00e1vel\ndos Mal\u00eas, exalta a import\u00e2ncia da transmiss\u00e3o cultural e da organiza\u00e7\u00e3o do\npovo preto, como far\u00f3is de resist\u00eancia que iluminam o caminho em tempos de\nincertezas. <\/p>\n\n\n\n<p>Como os Mal\u00eas, que mantiveram\nviva sua f\u00e9 e identidade em meio \u00e0 opress\u00e3o, o bloco reverencia, com seus atabaques\ne tamborins, a ancestralidade africana e suas diversas manifesta\u00e7\u00f5es. Ele\nresiste ao apagamento cultural, enfrentando o peso do tempo e os desafios\necon\u00f4micos, transformando cada nota musical em um ato de afirma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O desfile de 2025 promete ser uma\ncelebra\u00e7\u00e3o da resili\u00eancia cultural, um hino \u00e0 bravura. Tal como os Mal\u00eas\nenfrentaram a repress\u00e3o colonial com coragem e uni\u00e3o, o bloco, em sua\ntrajet\u00f3ria pelas vibrantes ruas do Rio de Janeiro, carrega o legado de resist\u00eancia,\ndesafiando a invisibilidade social e os obst\u00e1culos estruturais que tentam\nsilenci\u00e1-lo. <\/p>\n\n\n\n<p>Em cada batida de tambor e em cada\nmarca\u00e7\u00e3o do surdo tocado, em cada canto entoado, o bloco ser\u00e1 a voz dos Mal\u00eas\nrevividos, cuja mem\u00f3ria jamais ser\u00e1 esquecida e, em seu ritmo imponente, lembrando\ntodos os agentes do apagamento hist\u00f3rico sofrido pelo povo negro, que o <strong>Haiti\nainda \u00e9 logo ali. <\/strong>O povo preto, agora se organiza, se levanta e luta. Salta\no canto na avenida e reafirma o seu lugar de direito na sociedade e na hist\u00f3ria.\n<\/p>\n\n\n\n<p>Autor: J\u00falio C\u00e9sar Medeiros da\nSilva Pereira<\/p>\n\n\n\n<p>Prof. Dr. em Hist\u00f3ria\nContempor\u00e2nea da Universidade Federal&nbsp;\nFluminense e pesquisa dos do instituto de Mem\u00f3ria e Pesquisa Pretos\nNovos.<\/p>\n\n\n\n<p>Membro do Comit\u00ea Cientifico do Cais do Valongo<\/p>\n\n\n\n<p>Membro do Comit\u00ea Consultivo do Memorial M\u00e3os Negras (Jardim Bot\u00e2nico)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sinopse feita para o Afox\u00e9 Filhos de Gandhi, 2025<\/p>\n","protected":false},"author":209,"featured_media":875,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[397,22,20,2,4,21,18,392,23,393],"tags":[399,400,398,401],"class_list":["post-874","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-carnaval","category-escravidao-historia","category-escravidao","category-historia","category-historiografia","category-negritude-historia","category-negritude","category-pequena-africa","category-racismo-historia","category-valongo","tag-a-revolta-dos-males","tag-resistencia-cultural-e-o-legado-da-luta-do-povo-preto-o-hati-e-logo-ali","tag-sinopse","tag-sinopse-filhos-de-ghandi"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/874","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/users\/209"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=874"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/874\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":882,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/874\/revisions\/882"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/media\/875"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=874"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=874"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=874"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}