{"id":899,"date":"2025-04-29T00:56:02","date_gmt":"2025-04-29T03:56:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/?p=899"},"modified":"2025-04-29T00:56:02","modified_gmt":"2025-04-29T03:56:02","slug":"o-cemiterio-dos-pretos-novos-historia-esquecimento-e-redescoberta-na-zona-portuaria-do-rio-de-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/2025\/04\/29\/o-cemiterio-dos-pretos-novos-historia-esquecimento-e-redescoberta-na-zona-portuaria-do-rio-de-janeiro\/","title":{"rendered":"O Cemit\u00e9rio dos Pretos Novos: Hist\u00f3ria, Esquecimento e Redescoberta na Zona Portu\u00e1ria do Rio de Janeiro"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>O Cemit\u00e9rio dos Pretos Novos, localizado na atual Rua Pedro Ernesto, na Zona Portu\u00e1ria do Rio de Janeiro, representa um dos cap\u00edtulos mais dolorosos \u2014 e, por muito tempo, esquecidos \u2014 da hist\u00f3ria brasileira. Entre 1769 e 1830, o local serviu como destino final de milhares de africanos escravizados que morriam logo ap\u00f3s o desembarque. Este artigo baseia-se em diversas fontes hist\u00f3ricas, arqueol\u00f3gicas e acad\u00eamicas, com destaque para a obra <em>\u00c0 Flor da Terra: o Cemit\u00e9rio dos Pretos Novos no Rio de Janeiro<\/em> (PEREIRA, 2014), refer\u00eancia fundamental para o entendimento deste s\u00edtio hist\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A Paisagem Antes do Cemit\u00e9rio<\/h2>\n\n\n\n<p>Antes da instala\u00e7\u00e3o do cemit\u00e9rio, a \u00e1rea da atual Gamboa era um espa\u00e7o de transi\u00e7\u00e3o entre o n\u00facleo urbano do Rio colonial e o mar. Conforme destaca Pereira (2014), tratava-se de um trecho arenoso, sem edifica\u00e7\u00f5es de relevo, usado como passagem para tropas e atividades de pesca. A regi\u00e3o estava al\u00e9m dos limites formais da cidade at\u00e9 meados do s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a transfer\u00eancia do mercado de escravos para a regi\u00e3o do Valongo em 1774, ordenada pelo Marqu\u00eas do Lavradio, o cen\u00e1rio mudou radicalmente. Trapiches, galp\u00f5es e armaz\u00e9ns surgiram para atender ao tr\u00e1fico negreiro. Entre essas estruturas improvisadas, surgiu tamb\u00e9m o cemit\u00e9rio destinado aos &#8220;pretos novos&#8221; \u2014 os africanos rec\u00e9m-desembarcados que n\u00e3o resistiam \u00e0s condi\u00e7\u00f5es desumanas da travessia e da quarentena (PEREIRA, 2014).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O Tr\u00e1fico Negreiro e a Regi\u00e3o do Valongo<\/h2>\n\n\n\n<p>O Porto do Valongo tornou-se o principal ponto de entrada de africanos escravizados nas Am\u00e9ricas. Estima-se que milh\u00f5es de pessoas passaram por ali. Conforme registra Pereira (2014), o volume de africanos era t\u00e3o intenso que gerava um fluxo cont\u00ednuo de corpos para o cemit\u00e9rio, com alta mortalidade entre crian\u00e7as e adolescentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A express\u00e3o &#8220;pretos novos&#8221; aparece reiteradamente nos registros paroquiais analisados, marcando o estatuto mercantil dos indiv\u00edduos antes mesmo de serem vendidos. O local, de intensa atividade comercial, refletia a brutalidade da escravid\u00e3o em sua forma mais crua.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2025\/04\/Porto1-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-901\" srcset=\"https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2025\/04\/Porto1-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2025\/04\/Porto1-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2025\/04\/Porto1-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2025\/04\/Porto1-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2025\/04\/Porto1-160x120.jpg 160w, https:\/\/www.professores.uff.br\/juliocesarmedeiros\/wp-content\/uploads\/sites\/191\/2025\/04\/Porto1.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A Cria\u00e7\u00e3o do Cemit\u00e9rio dos Pretos Novos<\/h2>\n\n\n\n<p>Em 1769, o Vice-Rei do Brasil autorizou oficialmente a cria\u00e7\u00e3o do Cemit\u00e9rio dos Pretos Novos. Segundo Pereira (2014), o local n\u00e3o foi concebido como um campo-santo tradicional, mas como um espa\u00e7o de descarte r\u00e1pido de cad\u00e1veres, sem t\u00famulos individualizados, sem rituais crist\u00e3os, sem dignidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Corpos eram atirados em valas rasas ou queimados para dar lugar a novas remessas de mortos. A aus\u00eancia de cerim\u00f4nias revela o grau extremo de desumaniza\u00e7\u00e3o a que eram submetidos aqueles seres humanos (PEREIRA, 2014).<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Funcionamento e Condi\u00e7\u00f5es do Cemit\u00e9rio<\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com os levantamentos de Pereira (2014), entre 1824 e 1830, 6.122 sepultamentos foram registrados, n\u00famero seguramente inferior ao real. Os restos encontrados no s\u00edtio arqueol\u00f3gico indicam uma predomin\u00e2ncia de crian\u00e7as, adolescentes e jovens adultos, o que exp\u00f5e a vulnerabilidade dos rec\u00e9m-chegados.<\/p>\n\n\n\n<p>As condi\u00e7\u00f5es do cemit\u00e9rio eram brutais: corpos deixados expostos, enterrados superficialmente ou queimados. As chuvas frequentemente desenterravam ossos, gerando esc\u00e2ndalo p\u00fablico e problemas sanit\u00e1rios. Esse tratamento cruel contrastava com os princ\u00edpios religiosos professados pela sociedade colonial (PEREIRA, 2014).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fechamento do Cemit\u00e9rio e Transforma\u00e7\u00f5es Urbanas<\/h2>\n\n\n\n<p>Em 1830, o cemit\u00e9rio foi desativado. As causas foram diversas: o inc\u00f4modo sanit\u00e1rio, a press\u00e3o dos moradores e as novas exig\u00eancias diplom\u00e1ticas internacionais, com a assinatura do tratado anti-tr\u00e1fico entre Brasil e Inglaterra (PEREIRA, 2014).<\/p>\n\n\n\n<p>Logo ap\u00f3s seu fechamento, a regi\u00e3o foi objeto de intensos aterros, obras e mudan\u00e7as urban\u00edsticas. A \u00e1rea passou a abrigar trapiches, armaz\u00e9ns e posteriormente pr\u00e9dios residenciais. Durante o Segundo Reinado, com a constru\u00e7\u00e3o do Cais da Imperatriz, as \u00faltimas lembran\u00e7as vis\u00edveis do antigo cemit\u00e9rio foram soterradas sob novas camadas de moderniza\u00e7\u00e3o urbana.<\/p>\n\n\n\n<p>Pereira (2014) ressalta que esse processo de transforma\u00e7\u00e3o f\u00edsica foi acompanhado de uma transforma\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica: a tentativa deliberada de apagar a mem\u00f3ria da escravid\u00e3o do espa\u00e7o p\u00fablico carioca.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mudan\u00e7as de Nome da Rua<\/h2>\n\n\n\n<p>A rua onde se situava o cemit\u00e9rio passou a ser conhecida como Rua do Cemit\u00e9rio. Posteriormente, em 1853, foi rebatizada como Rua da Harmonia \u2014 uma escolha n\u00e3o inocente, conforme observa Pereira (2014), j\u00e1 que buscava dissociar a \u00e1rea de sua hist\u00f3ria traum\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1946, j\u00e1 no s\u00e9culo XX, a rua recebeu o nome de Rua Pedro Ernesto, homenagem ao ex-prefeito do Rio de Janeiro. Cada mudan\u00e7a topon\u00edmica contribuiu para ocultar ainda mais a mem\u00f3ria do Cemit\u00e9rio dos Pretos Novos, refor\u00e7ando a invisibilidade hist\u00f3rica dos africanos ali sepultados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Redescoberta Arqueol\u00f3gica e Mem\u00f3ria Atual<\/h2>\n\n\n\n<p>O antigo cemit\u00e9rio permaneceu esquecido at\u00e9 1996, quando obras particulares revelaram a presen\u00e7a de ossadas humanas durante reformas em uma resid\u00eancia da Rua Pedro Ernesto. A descoberta levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do Instituto de Pesquisa e Mem\u00f3ria Pretos Novos (IPN), que, como destaca Pereira (2014), cumpre hoje um papel fundamental na preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e na valoriza\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria afro-brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>O IPN abriga o Memorial dos Pretos Novos, um espa\u00e7o de educa\u00e7\u00e3o, pesquisa e mem\u00f3ria. Desde ent\u00e3o, o s\u00edtio passou a integrar o Circuito Hist\u00f3rico e Arqueol\u00f3gico de Celebra\u00e7\u00e3o da Heran\u00e7a Africana e contribuiu para a candidatura bem-sucedida do Cais do Valongo como Patrim\u00f4nio Mundial da Humanidade, reconhecido pela UNESCO.<\/p>\n\n\n\n<p>A reemerg\u00eancia do Cemit\u00e9rio dos Pretos Novos marca n\u00e3o apenas a redescoberta de um s\u00edtio arqueol\u00f3gico, mas a possibilidade de o Brasil encarar seu passado com a coragem necess\u00e1ria para construir um futuro mais justo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Novas Frentes de Pesquisa: O que Ainda Est\u00e1 por Vir<\/h2>\n\n\n\n<p>As pesquisas sobre o Cemit\u00e9rio dos Pretos Novos continuam a avan\u00e7ar. A an\u00e1lise minuciosa dos registros da Freguesia de Santa Rita, cruzada com achados arqueol\u00f3gicos recentes e novas leituras demogr\u00e1ficas, tem revelado <strong>tend\u00eancias in\u00e9ditas<\/strong> sobre o perfil et\u00e1rio, a frequ\u00eancia de navios negreiros por per\u00edodo e a organiza\u00e7\u00e3o espacial das valas comuns.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dados preliminares apontam uma predomin\u00e2ncia ainda maior de crian\u00e7as e adolescentes entre os sepultados<\/strong>, especialmente entre os anos de 1812 e 1818, o que refor\u00e7a o car\u00e1ter genocida do tr\u00e1fico em sua fase terminal. Estes elementos est\u00e3o sendo sistematizados e ser\u00e3o apresentados em uma pr\u00f3xima publica\u00e7\u00e3o acad\u00eamica.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa nova etapa da pesquisa reafirma um compromisso que n\u00e3o \u00e9 apenas historiogr\u00e1fico, mas \u00e9tico: dar nome, corpo e voz \u00e0queles que, no sil\u00eancio da terra, esperam ser lembrados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>O Cemit\u00e9rio dos Pretos Novos \u00e9 s\u00edmbolo do sofrimento, da desumaniza\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m da resist\u00eancia dos povos africanos trazidos \u00e0 for\u00e7a para o Brasil. Sua hist\u00f3ria nos lembra que as ra\u00edzes do Brasil moderno est\u00e3o profundamente entrela\u00e7adas com a dor da escravid\u00e3o, mas tamb\u00e9m com a for\u00e7a e a perseveran\u00e7a dos que sobreviveram.<\/p>\n\n\n\n<p>A redescoberta desse local, e o trabalho de preserva\u00e7\u00e3o liderado por institui\u00e7\u00f5es como o IPN e por pesquisadores como J\u00falio C\u00e9sar Medeiros da Silva Pereira, oferecem uma oportunidade hist\u00f3rica de mem\u00f3ria, reconhecimento e transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria, como a flor que brota da terra marcada pela dor, segue viva \u2014 e deve ser contada.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias<\/h1>\n\n\n\n<p>PEREIRA, J\u00falio C\u00e9sar Medeiros da Silva. <em>\u00c0 flor da terra: o Cemit\u00e9rio dos Pretos Novos no Rio de Janeiro<\/em>. Rio de Janeiro: Garamond, 2014.<\/p>\n\n\n\n<p>LOPES, Nei. <em>O Rio Negro: mem\u00f3ria e identidade<\/em>. Rio de Janeiro: Pallas, 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>FRAGOSO, Jo\u00e3o; FLORENTINO, Manolo. <em>O Arca\u00edsmo como Projeto: mercado atl\u00e2ntico, sociedade agr\u00e1ria e elite mercantil no Rio de Janeiro (1790-1840)<\/em>. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 2001.<\/p>\n\n\n\n<p>GUEDES, Roberto. <em>Pretos Novos: arqueologia hist\u00f3rica e mem\u00f3ria da escravid\u00e3o no Rio de Janeiro<\/em>. Rio de Janeiro: IPHAN, 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>UNESCO. <em>Cais do Valongo &#8211; Patrim\u00f4nio Mundial<\/em>. Paris: UNESCO, 2017.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Introdu\u00e7\u00e3o O Cemit\u00e9rio dos Pretos Novos, localizado na atual Rua Pedro Ernesto, na Zona Portu\u00e1ria do Rio de Janeiro, representa um dos cap\u00edtulos mais dolorosos \u2014 e, por muito tempo, esquecidos \u2014 da hist\u00f3ria brasileira. 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