SEMINÁRIO GRAFFITI NA ZONA PORTUÁRIA – 2025
Programação:
Dia 14 de maio : Caíque Torrezão e Davi Baltar
Dia 21 de maio: Val Pires e Yaya Ferreira
Dia 28 de maio: Pedro Rajão
Dia 4 de junho: Cety Soledad e Vera Schueler
Dia 11 de junho: Thiago Haule e Ju Angelino
Dia 18 de junho: Amora Moreira e Olly Barbosa
Convidados:
Amora Moreira, Caíque Torrezão, Cety Soledad, Davi Baltar, Ju Angelino, Olly Barbosa, Pedro Rajão, Thiago Haule, Val Pires, Vera Schueler, Yaya Ferreira
Local:
Sala Meios de Experimentação, IACS -Campus Gragoatá – Universidade Federal Fluminense – Niterói (RJ)
Seminário Graffiti na Zona Portuária dias 14 de maio de 2025. Registros por Sergio Xavier.
Dia 14 de maio de 2025
Caíque Torrezão: designer gráfico formado pela ESPM. É diretor de projetos da Visionartz e idealizador do Rua Walls, uma das maiores intervenções artísticas do Rio de Janeiro. A ação, além de transformar a Avenida Rodrigues Alves em um corredor de arte urbana com mais de 40 artistas e 20 mil m² de murais, já está presente em outros pontos da Zona Portuária.
Davi Baltar: artista e arte educador da cidade de Niterói, no Rio de Janeiro. Produzindo essencialmente street art desde 2006, desenvolve seu trabalho através de uma crônica de personagens de um cenário local, como carroceiros e jovens que carregam uma estética cada dia mais globalizada.
Dia 21 de maio de 2025
Val Pires: artista visual, gravadora e arte-educadora, nascida na Baixada Fluminense e formada pela EBA/UFRJ. Criadora do projeto Xilopretura (2016), desenvolve xilogravuras que celebram a força criativa e a sabedoria da mulher preta, valorizando figuras conhecidas e anônimas. Também atua como artista urbana, com destaque para sua participação no Festival de Ativação Urbana na zona portuária do Rio. Sua obra propõe novas narrativas visuais que rompem com ideais racistas.
Yaya Ferreira: artista visual carioca da zona norte do Rio, bacharel em Pintura pela EBA/UFRJ. Atua com o graffiti, pintura, ilustração digital e outras técnicas, explorando a arte como ferramenta de transformação social. Sua produção destaca corpos negros, LGBTQIAP+ e periféricos com estética afrofuturista. Participou de exposições no MAR, no CMA Hélio Oiticica e criou murais para a FLUP e a marca BAW.
Dia 28 de maio de 2025
Pedro Rajão: pesquisador e produtor do NegroMuro, projeto que une arte urbana e memória negra. Com mais de 10 anos de atuação em educação, também é idealizador do Leão Etíope do Méier, iniciativa cultural gratuita no subúrbio do Rio. Dirigiu o documentário ANIKULAPO, sobre Fela Kuti, com gravações no Brasil, Nigéria e França. Sua trajetória conecta pesquisa, arte e militância negra em diversos espaços.
Dia 4 de junho de 2025
Cety Soledad: artista urbano da Zona Oeste do Rio, atuante desde 2004. Com passagens por encontros nacionais e internacionais de graffiti, seus trabalhos já estiveram em escolas de samba, filmes, séries, museus e muito mais. Educador e ativista, usa a arte como ferramenta de transformação social. Atualmente, desenvolve o projeto ReTomada, onde compartilha como a arte o ajudou a superar momentos difíceis e a se reconectar com sua ancestralidade e espiritualidade.
Vera Schueler: artista-pesquisadora do PPGAV/EBA/UFRJ e pintora pictórica voltada para questões relativas à infância e ao momento de urgência ecológica atual, concentrando a atenção em elementos relacionados à mata atlântica, plantas medicinais e à figura do gato-maracajá, um dos primeiros habitantes da região onde hoje se situa a Ilha do Governador, antes conhecida como Ilha do Gato.
Dia 11 de junho de 2025
Ju Angelino: artista autodidata e multilinguagem, com foco na memória e cultura popular, especialmente o carnaval carioca. Atuou nas escolas de samba União da Ilha, Imperatriz Leopoldinense e Grande Rio. Participou de projetos como Rede Nami, Rua Walls e Cores da Brasil, e expôs em instituições como o MAR e Parque Lage. É residente da plataforma xow.rumi.
Thiago Haule: nascido na Pequena África no Rio de Janeiro, desenvolve uma prática que entrelaça memória, território e reaproveitamento de materiais descartados. Partindo da fotografia popular, sua atuação se expande para o stencil e a intervenção urbana, em diálogo com ausência e marcas no espaço público. Sua obra propõe uma arqueologia afetiva de sobras, unindo questões sociais, ambientais e históricas em uma poética que retorna ao território, transformada e viva.
Dia 18 de junho de 2025
Amora Moreira: artista visual, designer, produtora e comunicadora, nascida na Zona Norte do Rio de Janeiro. Sua produção autoral e multimídia abrange colagem, ilustração, graffiti, videoarte e instalação, conectando expressões periféricas, afrolatinas e urbanas. Criadora do conceito de sample visual, prática inspirada no hip hop que utiliza e transforma imagens e memórias, desenvolve um gesto político-afetivo de afirmação cultural, guiado pela filosofia do Sankofa e o imaginário afro diaspórico.
Olly Barbosa: produtora cultural e mestre em culturas e territorialidade pela Universidade Federal Fluminense. Atuou como guia de turismo nas áreas do centro histórico e zona portuária do Rio de Janeiro, criando um projeto de passeios guiados nas galerias de arte a céu aberto. Foi professora de História da Arte e História do Rio de Janeiro. Atualmente, sua pesquisa tem como foco questões sobre decolonialidade, fronteiras da arte urbana e economia da cultura.